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5 obras para conhecer o trabalho de Tomie Ohtake

Tomie Ohtake foi uma das maiores representantes da arte abstrata informal no Brasil. Nascida em 1913 em Kyoto, no Japão, ela desembarcou em São Paulo em 1936 com o objetivo de visitar um dos seus irmãos. Mas foi impedida de voltar ao país de origem devido à deflagração da Segunda Guerra Mundial.

Ohtake começou a pintar em 1968, aos 40 anos de idade, no mesmo ano em que se naturalizou brasileira. As obras da artista fizeram parte de mais de nove bienais de arte de São Paulo. Em 1988, ela foi agraciada com a Ordem de Rio Branco pela escultura pública comemorativa dos oitenta anos da imigração japonesa no Brasil.

Os trabalhos de Ohtake são caracterizados pelo uso de formas abstratas e cores primárias em tons intensos. Suas esculturas, painéis e mosaicos incorporam a paisagem urbana de São Paulo.

Tomie Ohtake morreu no dia 12 de fevereiro de 2015, aos 101 anos de idade, em decorrência de uma broncopneumonia. O Instituto Tomie Ohtake, administrado pelos seus filhos Ruy e Ricardo Ohtake, preserva o vasto legado da artista e promove as artes visuais. Confira abaixo cinco de seus trabalhos:

Painel em tapeçaria

FOTO: ACERVO: MEMORIAL DA AMÉRICA LATINA

PAINEL EM TAPEÇARIA, TOMIE OHTAKE (1989)
O painel em tapeçaria foi feito em 1989 a pedido do arquiteto Oscar Niemeyer para decorar o auditório Simón Bolívar, do Memorial da América Latina, na zona oeste paulistana. A tapeçaria feita com lã mede aproximadamente 800 metros quadrados e busca valorizar as curvas da estrutura do auditório.

Monumento à Imigração Japonesa

FOTO: ALESP

MONUMENTO À IMIGRAÇÃO JAPONESA, TOMIE OHTAKE (1988)
O Monumento à Imigração Japonesa está localizado na avenida 23 de Maio, em frente ao Centro Cultural São Paulo. Construído em 1988, ele é feito em concreto e tem quatro “ondas” que alcançam 12 metros de altura. As formas coloridas representam quatro gerações de descendentes de japoneses no Brasil.

Quatro Estações

FOTO: ARTE FORA DO MUSEU/CREATIVE COMMONS ATTRIBUTION 2.0 GENERIC

QUATRO ESTAÇÕES, TOMIE OHTAKE (1991)
Os mosaicos de pastilhas vitrificadas Quatro Estações, de 1991, estão permanentemente expostos na estação Consolação do metrô de São Paulo. Os quatro painéis têm 15,40 metros de comprimento, por dois metros de altura cada, e simbolizam as estações do ano.

Tomie Ohtake em uma entrevista ao site Metro News em 2012:

“Ter uma obra dedicada à população é a maior satisfação que o artista pode ter, pois temos a esperança de que a arte possa trazer algo diferente para o cotidiano das pessoas”

Auditório Ibirapuera

FOTO: ARQUIVO IBIRAPUERA E PARQUES URBANOS

AUDITÓRIO IBIRAPUERA – TOMIE OHTAKE, JORGE UTSONOMIYA E VERA FUJISAKI (2004)
É um painel feito em perfis de aço galvanizado e placas de gesso acartonado. A obra foi feita em 2004 em parceria com Jorge Utsonomiya e Vera Fujisaki para o Auditório do Ibirapuera, espaço projetado por Oscar Niemeyer que fica no parque do Ibirapuera. A escultura de tom vermelho vívido se destaca dentro do espaço majoritariamente branco.

Mosaico de Pastilhas

MOSAICO DE PASTILHAS, TOMIE OTAKE (1994)
O mosaico de pastilhas em tons de preto, branco e cinza, foi doado em 1994 ao IEB (Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo). Em 2019 ele foi reinaugurado na nova sede do instituto, que agora faz parte do Complexo Brasiliana. O painel mede 2,38 metros de altura e 2,63 metros de largura.

Fonte: Nexo Jornal