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O artista que desenhou um mapa com mais de 1.600 espécies animais

Ilustração levou três anos para ser completada. Ela apresenta fauna nativa, selvagem e não extinta.

Depois de três anos de produção, o cartógrafo neozelandês Anton Thomas finalizou o “Wild World” (“Mundo Selvagem”, em português), um mapa-múndi com 1.642 espécies de animais desenhadas à mão, com lápis de cor e canetas. A pré-venda da ilustração começou em julho de 2023 e, desde então, o artista tem preparado cópias para serem enviadas para diversas partes do mundo.

Além dos animais, a ilustração conta com a representação física dos locais – com terrenos montanhosos e desenhos da flora de cada ambiente – e não apresenta fronteiras. De acordo com Thomas, a criação foi uma forma de mostrar como seria o mundo sem a intervenção humana.

Os animais escolhidos para serem desenhados ao longo do mapa, além de serem símbolos de suas regiões, seguiram três critérios:

  • Nativos
  • Selvagens
  • Não extintos

É possível escolher entre seis tamanhos de ilustração, que variam de US$ 115 a US$ 780 (o equivalente a preços entre R$ 565 e R$ 3.830). O autor também disponibiliza recortes dos continentes desenhados. Atualmente, contudo, só estão disponíveis a América do Norte e a Australásia – região que conta com Austrália, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico.

Cartografia desde a infância
Thomas nasceu em 1989 e viveu em cidades da Nova Zelândia, como a sua cidade natal Blenheim e a capital Wellington, até fazer 21 anos. Além de ser filho de um artista, ele se inspirava nas paisagens montanhosas e rios locais para desenhar e criar mapas.

Mas somente quando ele se mudou para a Califórnia, nos Estados Unidos, onde tentaria ser músico, que a cartografia deixou de ser uma diversão para se tornar a sua carreira. Em 2012, Thomas desenhou um mapa físico do continente americano na geladeira de um amigo.

A partir desse momento, o neozelandês passou a se dedicar à prática como profissão. Em 2019, por exemplo, ele terminou o desenho detalhado da América do Norte após quase cinco anos – em boa parte desse período, ele tinha que dividir a ilustração com seu trabalho diurno como professor.

FOTO: ANTON THOMAS/REPRODUÇÃO

‘NORTH AMERICA: PORTRAIT OF A CONTINENT’ (‘AMÉRICA DO NORTE: RETRATO DE UM CONTINENTE’, EM TRADUÇÃO LIVRE)


Animais escolhidos
Em entrevista publicada pelo The New York Times em 10 de dezembro, Thomas ressaltou que a maior dificuldade do processo foi a pesquisa. Além de buscar quais seriam os representantes nativos, informações sobre a forma como animais e regiões são conhecidos em seu idioma local.

A América do Sul, em função da Floresta Amazônica e da Mata Atlântica, foi um dos continentes com mais representantes desenhados. Animais como o boto, a capivara, a onça-pintada, o mico-leão dourado e a arara-azul. Outro continente com fauna recheada é a África, com ilustrações de animais como leão, girafa, zebra e lêmure, por exemplo.

FOTO: ANTON THOMAS/REPRODUÇÃO

REGIÃO DA BACIA DO CONGO, NA ÁFRICA


Além dos continentes, há também representações nos polos do planeta, com animais como o urso polar e o pinguim, e nos oceanos, com exemplares de peixes, baleias e tubarões.

FOTO: ANTON THOMAS/REPRODUÇÃO

REGIÃO DA ANTÁRTIDA EM ‘WILD WORLD’

Texto Original: NEXO Jornal