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Tiktokers da ciência

Entre interpretações, desenhos e memes, estudantes e jovens pesquisadores gravam vídeos curtos no celular sobre temas da ciência e têm na atividade um complemento de renda.

De acordo com dados de 2022 da empresa Insider Intelligence, as redes que mais cresceram em números de usuários na América Latina foram o Tiktok (11,8%) e o Instagram (3,2%). No Brasil, o Instagram contava com 113,5 milhões de usuários e o TikTok tinha cerca de 82 milhões no início de 2023, segundo dados compilados pelo site DataReportal, que reúne informações de materiais publicitários das empresas de tecnologia. Boa parte dos divulgadores de vídeos curtos sobre ciência iniciou suas atividades na pandemia, motivados pela vontade de combater a desinformação e pela possibilidade de usar o tempo livre em casa para divulgar ciência.

Vêm surgindo iniciativas para estimular a produção de vídeos curtos de qualidade, entre outras atividades de divulgação científica. A chamada Comunicar Ciência, lançada pela FAPESP em parceria com o Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho, oferecerá bolsas de jornalismo científico com duração de seis meses a estudantes de graduação vinculados as instituições do estado de São Paulo, para fazer divulgação científica de projetos apoiados pela FAPESP. As submissões podem ser feitas até 22 de janeiro de 2024.

Os alunos escolherão um desses quatro formatos para suas produções: podcast, videorreportagem, reportagem escrita ou produção de vídeos de 2 a 5 minutos, para as redes sociais. “A ideia é treinar os alunos em novos formatos, como o das redes sociais que estão mais em voga, a exemplo do TikTok e do Instagram, com vídeos curtos que atinjam o público jovem”, explica Patricia Tambourgi, gestora da chamada Comunicar Ciência e do Programa de Jornalismo Científico da FAPESP. Os bolsistas terão acesso a um curso on-line de técnicas de produção multimídia, oferecido pelo Canal Futura.

Saiba mais em: https://www.nexojornal.com.br/externo/2024/01/26/tiktokers-da-ciencia