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Vacina contra crack e cocaína começará a ser testada em humanos

O imunizante produzido pela UFMG concorre ao Prêmio Euro Inovação na Saúde

A Prefeitura de São Paulo fechou parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e vai testar em humanos a Calixcoca, vacina contra crack e cocaína desenvolvida pela UFMG. O imunizante produz anticorpos anticocaína no organismo para tratar dependentes químicos.

A vacina se mostrou eficiente em bloquear o efeito das substâncias ativas das drogas em testes com ratos. O pesquisador-chefe do projeto, professor Federico Garcia, ressaltou que, nos testes realizados, os anticorpos produzidos pela Calixcoca criaram, a partir de uma molécula sintética, uma barreira que impediu que a cocaína fosse levada pelo sangue até o sistema nervoso central e o cérebro, interrompendo o mecanismo que provoca a compulsão pela droga.

Foto: reprodução/UFMG

Agora, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), responsável pelo Programa Municipal de Imunizações (PMI), será avaliada, conforme o progresso dos estudos, a aplicação do imunizante em pequenos grupos. A possibilidade é aplicar em dependentes químicos em fase de recuperação.

Se bem-sucedida, poderá ser determinante para ajudar no tratamento de dependentes de crack e cocaína que, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), respondem por 11% da dependência química no Brasil.

O imunizante desenvolvido pela UFMG também concorre ao Prêmio Euro Inovação na Saúde, que reconhece grandes inovações da área médica e incentiva o desenvolvimento de soluções. A vacina anticocaína concorre na categoria Inovação Tecnológica Aplicada em Saúde. Os vencedores das categorias concorrem ao prêmio de Grande Destaque.

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