Artista visual, Léo Mareco fala no Café com Blink sobre obra exibida na TV, projetos sociais e a força da arte como expressão cultural e resistência
O artista urbano Léo Mareco foi o convidado do programa Café com Blink, e falou sobre a trajetória marcada por impacto social, educação e reconhecimento nacional. Professor da rede pública e criador de projetos culturais, ele celebrou a surpresa de ver uma de suas obras aparecer em uma novela exibida em rede nacional.
A arte exibida faz parte de uma ecobag sustentável, criada a partir de um concurso nacional realizado em 2024. A peça circulou por supermercados de todo o país e, meses depois, acabou ganhando ainda mais visibilidade ao aparecer em uma cena da novela Três Graças. Segundo Léo, a descoberta veio de forma inesperada. Foram os próprios seguidores que o avisaram ao reconhecerem a arte durante a exibição.
Além do destaque na televisão, o artista falou sobre o projeto “Fé nas Crianças Pretas”, uma série de intervenções urbanas que retrata crianças negras como símbolo de empoderamento, identidade e resistência. As obras, geralmente coladas em espaços públicos por meio da técnica do lambe-lambe, carregam mensagens fortes e dialogam diretamente com a vivência do artista e com o cotidiano da cidade.
Para Léo, a arte urbana é, por si só, um ato de resistência. Ele destaca que, ao ocupar as ruas, o trabalho deixa de ser apenas do artista e passa a pertencer à cidade, sujeita às transformações do tempo e do espaço urbano. “A cidade muda todos os dias, e a arte também faz parte dessa mudança”, explicou durante a entrevista.

O artista também falou sobre a atuação como professor de artes no ensino fundamental, ressaltando a importância da criatividade e da experimentação no desenvolvimento das crianças. Segundo ele, levar referências de arte urbana para a sala de aula é uma forma de ampliar horizontes e oferecer oportunidades que ele próprio não teve na infância.
Entre os próximos projetos, Léo Mareco adiantou que foi convidado para participar da Bienal de Arquitetura, em São Paulo, onde fará uma intervenção artística em um projeto arquitetônico. Ele também segue expandindo o trabalho para outros formatos, como camisetas, ilustrações e arte digital.
Ao final, deixou um recado para jovens artistas: estudar, praticar, não ter medo de errar e, principalmente, não se deixar abalar por críticas. “Faça primeiro para você. Se o público gostar, é consequência”, afirmou.









