Brasil tem 67 milhões de hectares de terras sem registro oficial

As terras sem registro no Brasil não aparecem em sistemas oficiais como o Cadastro Ambiental Rural (CAR), o Sistema de Gestão Fundiária (Sigef) ou o Sistema Nacional de Certificação de Imóveis Rurais (SNCI). Também ficam fora das bases que identificam unidades de conservação, terras indígenas e assentamentos.

Historicamente, são essas áreas sem controle que concentram ocupações irregulares, desmatamento e queimadas.

Terras sem registro no Brasil afetam povos tradicionais

Parte das terras sem registro no Brasil corresponde a territórios tradicionais já reconhecidos, mas ainda não incluídos no CAR. Segundo o levantamento, 14,5% das áreas ocupadas por povos tradicionais seguem fora do cadastro, cuja inclusão é responsabilidade do poder público.

Falhas no CAR ampliam terras sem registro no Brasil

O relatório também aponta falhas no Cadastro Ambiental Rural. Cerca de 24,6 milhões de hectares de imóveis rurais ainda não foram cadastrados, o que representa mais de 5% da área total prevista.

Além disso, apenas 10,82% dos registros passaram por análise dos órgãos ambientais, aumentando o risco de sobreposições, inconsistências e conflitos fundiários.

Grilagem e impactos ambientais

Outro alerta é o crescimento da sobreposição de imóveis rurais com unidades de conservação, que aumentou 9% entre 2024 e 2025, prática associada à grilagem de terras. O boletim também identificou déficit de 17,3 milhões de hectares em Reservas Legais e de 3,14 milhões de hectares em Áreas de Preservação Permanente.

Avanço ainda insuficiente

Apesar do aumento no número de áreas declaradas no CAR, especialistas afirmam que o avanço não garante, por si só, regularização ambiental, recuperação de áreas degradadas e segurança jurídica no campo.

Com informações https://oeco.org.br/noticias

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