Levantamento do SPC Brasil aponta aumento no número de inadimplentes e no volume de dívidas na Capital
Campo Grande fechou o ano de 2025 com aumento no número de moradores com o nome negativado. Dados do SPC Brasil apontam que a inadimplência cresceu 8,4% em dezembro, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. O avanço foi maior do que o registrado na média do Centro-Oeste, embora tenha ficado abaixo do índice nacional.
O levantamento também mostra que o crescimento não se limita ao total de pessoas endividadas. O volume de dívidas em atraso teve elevação ainda mais expressiva, com alta de quase 19% em um ano. No recorte mensal, de novembro para dezembro, o aumento dos débitos foi superior ao observado na região, indicando agravamento do comprometimento financeiro das famílias.
Para o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campo Grande, Adelaido Figueiredo, os números revelam um cenário de pressão sobre o orçamento doméstico. Segundo ele, a combinação entre inflação, juros elevados e uso contínuo do crédito dificulta a regularização das contas e afeta diretamente o desempenho do comércio.
Quem são os consumidores com dívidas em atraso
A maior concentração de inadimplentes está entre pessoas de 30 a 39 anos, faixa que reúne mais de um quarto dos registros. Em seguida aparecem consumidores entre 40 e 49 anos e aqueles com idade entre 50 e 64 anos. A idade média dos endividados na Capital é de 45,5 anos.
Homens e mulheres aparecem em proporções semelhantes, com leve predominância feminina. O valor médio das dívidas por consumidor supera R$ 6,4 mil, considerando todos os débitos acumulados. Parte significativa dos inadimplentes possui pendências de menor valor, principalmente abaixo de R$ 1 mil.
O tempo médio de atraso é de pouco mais de dois anos, e uma parcela relevante dos consumidores concentra dívidas que permanecem em aberto por períodos entre um e três anos.
Crédito bancário lidera volume de débitos
As instituições financeiras concentram a maior fatia das dívidas em atraso em Campo Grande. Em seguida aparecem contas básicas, como água e energia, além de débitos no comércio, serviços de comunicação e outros segmentos.
O estudo também aponta que cada consumidor inadimplente possui, em média, quase duas dívidas e meia em atraso, índice superior ao observado no Centro-Oeste e no país.









