Possível atuação do El Niño e chuvas abaixo da média elevam alerta no setor elétrico a partir do segundo trimestre do ano
A conta de energia elétrica pode ficar mais pesada para os brasileiros a partir do segundo trimestre de 2026. A possibilidade de atuação do fenômeno El Niño no segundo semestre, aliada a chuvas abaixo da média no período úmido, tem acendido o sinal de alerta no setor elétrico para o acionamento de bandeiras tarifárias com cobrança extra ao longo do ano.
Em fevereiro, a bandeira tarifária segue verde, sem acréscimos na fatura. O cenário é considerado comum para esta época, quando as chuvas ajudam a manter os reservatórios das hidrelétricas em níveis mais confortáveis. No entanto, a tendência é de mudança a partir de abril, com o encerramento do período chuvoso.
A avaliação de agentes do mercado é que já no início do segundo trimestre pode haver a transição para a bandeira amarela, o que representaria um custo adicional na conta de luz. Com a redução das chuvas e maior pressão sobre o sistema, cresce também a expectativa de uso mais frequente da bandeira vermelha durante o inverno.
Para 2026, a projeção geral é de um cenário mais desafiador do que o registrado em 2025. A bandeira vermelha, especialmente no patamar mais elevado, pode ser acionada por mais meses, refletindo o aumento do risco hidrológico e dos preços no mercado de energia.
As estimativas variam quanto ao momento exato dessas mudanças. Parte das análises indica manutenção da bandeira verde até abril, enquanto outras apontam a bandeira amarela já no fim do primeiro semestre e avanço para a vermelha a partir do inverno, com possível alívio apenas nos últimos meses do ano.
Além do impacto sobre as chuvas, o El Niño também tende a elevar as temperaturas, o que aumenta o consumo de energia elétrica, especialmente com o uso de aparelhos de refrigeração. Esse fator adicional contribui para pressionar os custos do sistema e reforça a possibilidade de cobranças extras nas contas ao longo de 2026.









