Com o bioma em alerta para risco elevado de fogo, os incêndios no Pantanal estão no centro das ações de prevenção do poder público. O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul ampliou as estratégias de combate às queimadas e prevê investimentos de cerca de R$ 24 milhões em equipamentos, estrutura e treinamento das equipes.
Os recursos são provenientes de parcerias entre os governos federal, estadual e municipal e fazem parte do Plano Nacional de Enfrentamento aos Incêndios Florestais para 2026.
Entre os equipamentos que devem reforçar o trabalho das equipes estão mochilas de combate a incêndio, sopradores, caminhões do tipo Auto Bomba Tanque Florestal (ABTF), além de equipamentos de proteção individual e GPS de mão.
O objetivo é fortalecer as ações de prevenção e ampliar a capacidade de resposta em situações de incêndios no Pantanal, especialmente durante os períodos de seca mais intensa.
Além da aquisição de equipamentos, o Corpo de Bombeiros também se prepara para a Operação Pantanal 2026, que inclui revisão de materiais, treinamentos e capacitação das equipes.
Outra novidade é o uso de drones com sensores térmicos, que ajudam na identificação rápida de focos de calor em áreas de difícil acesso.
Segundo o subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental do Corpo de Bombeiros, major Eduardo Teixeira, a fase atual é de preparação.
“Nesse momento de pré-temporada nós fazemos a preparação com foco em treinamento e capacitação dos militares, readequação dos materiais, para mais uma operação. Tudo isso visando sempre estar pronto quando for necessário”, afirmou.
Temporada de risco
As medidas preventivas ocorrem antes do início da temporada de seca, período que costuma aumentar o risco de incêndios no Pantanal e em outras regiões de Mato Grosso do Sul.
De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), as regiões Sul e Sudoeste do estado já apresentam sinais de estiagem e escassez hídrica nos últimos meses.
A previsão para o próximo trimestre indica chuvas abaixo da média e temperaturas acima do normal, cenário que favorece o surgimento de focos de incêndio.
Entre os dias 3 e 19 de março, a tendência é de redução significativa de chuva nas regiões Sul e Sudoeste do estado.
Essas condições colocam parte de Mato Grosso do Sul, especialmente áreas da bacia do Rio Paraná, em alerta para possíveis queimadas.
Dados recentes
Dados do sistema BDQueimadas indicam que, apenas em janeiro de 2026, satélites já identificaram 69 focos ativos no bioma. No mesmo período de 2025, haviam sido registrados 34 focos.
No ano passado, aproximadamente 924 eventos de fogo foram detectados por satélite em Mato Grosso do Sul. Desse total, 88 exigiram combate direto das equipes.
Durante as operações, cerca de 1,3 mil militares foram mobilizados e mais de 60 viaturas utilizadas em mais de 4,3 mil ocorrências registradas no estado.
O governo estadual também prevê o uso de aeronaves nas operações, ampliando as estratégias de combate aos incêndios no Pantanal e reforçando a proteção de um dos biomas mais importantes do mundo.
Com informações de Correio do Estado









