Conflito na região interrompe rotas estratégicas de transporte e pode reduzir a oferta global para 98,8 milhões de barris por dia, o menor nível desde 2022
O conflito no Oriente Médio tem provocado uma forte redução no fornecimento global de petróleo e gerado impactos diretos no mercado internacional de energia. A instabilidade na região interrompeu rotas estratégicas de transporte e afetou a produção de países produtores do Golfo.
A estimativa mais recente aponta que a oferta mundial deve crescer cerca de 1,1 milhão de barris por dia em 2026, número inferior às previsões iniciais, que indicavam aumento de 2,4 milhões de barris diários. A redução está ligada principalmente às dificuldades de produção e escoamento causadas pela guerra.
Somente no mês de março, a oferta global pode cair 8 milhões de barris por dia, alcançando cerca de 98,8 milhões de barris diários, patamar que não era registrado desde o primeiro trimestre de 2022.
A situação se agravou após ataques contra navios petroleiros e estruturas energéticas na região do Golfo. O Estreito de Ormuz, rota por onde passa aproximadamente 20% do petróleo transportado no mundo, permanece praticamente bloqueado, o que dificulta o fluxo internacional de combustível.
Diante do cenário, alguns produtores reduziram a extração para evitar riscos logísticos e de segurança, enquanto outros tentam redirecionar o transporte por rotas alternativas.
O aumento das tensões também afetou as previsões de consumo global. A expectativa de crescimento da demanda por petróleo neste ano foi reduzida para 640 mil barris por dia, abaixo da projeção anterior de 850 mil barris diários. O encarecimento do petróleo e as incertezas econômicas provocadas pelo conflito contribuíram para a revisão.
Para tentar amenizar os efeitos da crise energética, países consumidores discutem o uso de reservas estratégicas, liberando grandes volumes de petróleo armazenado para estabilizar o abastecimento e reduzir pressões sobre os preços internacionais.









