Nova política federal estabelece metas de plantio, prioriza bairros com pouca cobertura vegetal e integra árvores ao planejamento urbano até 2045
Uma nova política pública voltada à arborização urbana foi publicada pelo governo federal e estabelece metas e diretrizes para ampliar a presença de árvores nas cidades brasileiras. A proposta busca reduzir desigualdades ambientais entre bairros e integrar a arborização ao planejamento urbano.
O plano institui o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU), considerado o primeiro instrumento federal dedicado exclusivamente ao tema. A iniciativa determina que a arborização deixe de ser tratada apenas como elemento paisagístico e passe a integrar políticas relacionadas à mobilidade, drenagem, habitação, saúde e adaptação às mudanças climáticas.
Entre os objetivos está ampliar a cobertura arbórea em áreas urbanas, com prioridade para regiões com menor presença de árvores e maior vulnerabilidade social. A proposta também prevê incentivo ao plantio em periferias, comunidades densamente povoadas e locais onde a cobertura vegetal é reduzida.
O planejamento estabelece metas de longo prazo. Até 2045, a meta nacional é aumentar para 65% o número de moradores que vivem em ruas com pelo menos três árvores no entorno da residência. O plano também prevê ampliar a cobertura vegetal em áreas urbanas e incentivar estados e municípios a criarem instrumentos próprios de planejamento para arborização.
Outro ponto abordado é a escolha das espécies utilizadas no plantio. A proposta incentiva o uso de árvores nativas e prevê controle sobre espécies exóticas consideradas invasoras. Também devem ser elaborados manuais técnicos com orientações de plantio, poda e manejo para evitar conflitos com redes de energia, telecomunicações e sistemas de drenagem.
O plano ainda sugere mecanismos de financiamento e incentivo para projetos de arborização, incluindo acesso a fundos ambientais, possibilidade de incentivos fiscais e outras formas de compensação ambiental.
A execução da política deve ocorrer de forma compartilhada entre governo federal, estados e municípios. Estados terão a responsabilidade de apoiar as cidades na elaboração de planos regionais, enquanto as prefeituras devem desenvolver estratégias locais, definir metas e acompanhar indicadores de arborização.









