A ideia de transformar água salgada em potável deixou de ser apenas uma solução pontual e se tornou um negócio em expansão no Brasil. Uma família do litoral de São Paulo desenvolveu um equipamento capaz de dessalinizar a água do mar, garantindo acesso à água doce em embarcações e regiões com escassez hídrica.
O projeto surgiu a partir da vivência de Wilson Valencio Filho, que cresceu em contato direto com o mar e identificou a dificuldade de acesso à água potável durante longos períodos em alto-mar. A partir dessa necessidade, ele decidiu investir na criação de uma solução própria, com um aporte inicial de cerca de R$ 20 mil.
A tecnologia utilizada para transformar água salgada em potável é a osmose reversa, um processo que remove o sal e outras impurezas da água do mar, tornando-a adequada para uso cotidiano. Com isso, o equipamento permite que a água seja utilizada para atividades básicas, como higiene, limpeza e até lavagem de roupas.
Atualmente, cada máquina pode produzir até 130 litros de água doce por hora, oferecendo mais autonomia para quem vive ou trabalha em embarcações. Com o crescimento do negócio, a empresa passou a ser administrada também pelas filhas do fundador, mantendo uma estrutura familiar e fortalecendo a gestão.
A expansão já alcança cidades estratégicas do litoral brasileiro, como Itajaí, Angra dos Reis e Paraty, ampliando o alcance da solução em regiões onde o acesso à água doce pode ser limitado.
Outro diferencial está na produção nacional dos equipamentos, o que reduz custos, prazos de entrega e dependência de importações. Além disso, a precificação em moeda local facilita a negociação com clientes e evita impactos da variação cambial.
O mercado de dessalinização também acompanha esse crescimento. Dados recentes indicam que o setor movimenta bilhões globalmente, impulsionado pela busca por alternativas sustentáveis de acesso à água.
Assim, a iniciativa de transformar água salgada em potável não apenas resolve um problema cotidiano, mas também se posiciona como uma solução estratégica diante dos desafios hídricos e ambientais atuais.
Com informações de Só Notícia Boa









