O projeto de jardim de chuva Campo Grande marca um avanço importante na busca por soluções sustentáveis para problemas urbanos recorrentes, como os alagamentos. A primeira estrutura desse tipo foi implantada na Central de Atendimento ao Cidadão (CAC) e já é considerada um modelo inovador de drenagem urbana na capital sul-mato-grossense.
O jardim de chuva funciona como um sistema natural de absorção da água, utilizando camadas de solo e vegetação específicas para captar e infiltrar a água da chuva no próprio terreno. Diferente dos sistemas tradicionais, que apenas escoam a água, essa tecnologia reduz o volume direcionado para galerias pluviais, ajudando a evitar enchentes.
Além da eficiência na drenagem, o jardim de chuva Campo Grande também contribui para a preservação ambiental. A estrutura melhora a qualidade da água ao filtrar impurezas e ainda favorece o equilíbrio térmico urbano, reduzindo ilhas de calor. A iniciativa une sustentabilidade, engenharia e paisagismo em um único projeto funcional.
Desenvolvido em parceria entre a Prefeitura e a Universidade Anhanguera-Uniderp, o projeto contou com a participação de estudantes e especialistas das áreas de arquitetura e engenharia. Essa integração entre academia e poder público reforça o caráter inovador da proposta.
Outro ponto relevante é o papel educativo da iniciativa. O espaço permite que a população visualize, na prática, como pequenas intervenções urbanas podem gerar grandes impactos positivos no meio ambiente. A expectativa é que o modelo seja replicado em outras regiões da cidade.
Com isso, o jardim de chuva Campo Grande se consolida como uma alternativa eficiente e sustentável para melhorar a drenagem urbana, reduzir alagamentos e promover uma cidade mais resiliente às mudanças climáticas.








