O crédito rural em Mato Grosso do Sul deve encolher na safra 2026/2027 devido à redução dos recursos destinados ao custeio no novo Plano Safra. A mudança preocupa produtores do estado, que dependem do financiamento para custear despesas como compra de sementes, fertilizantes, defensivos e combustível.
Embora o governo federal tenha anunciado R$ 610,3 bilhões para o Plano Safra 2026/2027, o volume destinado à agricultura empresarial aumentou apenas de forma nominal. Na prática, houve redução de 7,2% nos recursos para custeio, enquanto os investimentos em infraestrutura e modernização receberam mais recursos.
Em Mato Grosso do Sul, representantes do agronegócio avaliam que a diminuição do crédito oficial pode obrigar produtores a recorrerem a linhas privadas, que normalmente apresentam juros mais elevados. O cenário preocupa principalmente médios produtores, que enfrentam aumento dos custos de produção e dificuldades provocadas por eventos climáticos recentes.
Além da redução dos recursos subsidiados, entidades do setor alertam para a necessidade de ampliar o seguro rural e criar mecanismos que garantam maior segurança financeira ao produtor diante das perdas causadas por seca, excesso de chuva e outras adversidades climáticas.
Apesar das críticas, o Ministério da Agricultura afirma que os recursos com juros equalizados estarão disponíveis ainda neste mês, após a conclusão dos ajustes operacionais das instituições financeiras. O governo também destaca que as taxas oferecidas pelo Plano Safra continuam abaixo das praticadas pelo mercado.
Com a expectativa de menor oferta de crédito oficial, produtores de Mato Grosso do Sul acompanham o início das contratações para avaliar o impacto das novas condições de financiamento na próxima safra.









