O aplicativo CNH do Brasil passou a permitir, nesta segunda-feira (24), a consulta de passagens realizadas em pedágios eletrônicos pelo sistema free flow. A novidade reúne em um único ambiente informações que antes ficavam espalhadas entre diferentes concessionárias.
Com a atualização, o motorista poderá consultar quando passou por um pórtico de cobrança, identificar a concessionária responsável e acessar o canal indicado para realizar o pagamento do pedágio. O aplicativo não faz a cobrança diretamente, mas direciona o usuário para o meio disponibilizado pela empresa responsável pela rodovia.
Como consultar o free flow na CNH do Brasil
Para verificar as passagens pelo free flow, o motorista deve:
- abrir o aplicativo CNH do Brasil;
- acessar a opção “Veículos”;
- selecionar o veículo desejado;
- entrar em “Pedágio eletrônico”.
No local, ficam disponíveis as passagens registradas, a situação da tarifa e o canal de pagamento indicado pela concessionária. Os registros podem permanecer disponíveis no aplicativo por até cinco anos.
Atualmente, 14 concessionárias já estão integradas ao sistema. A responsável pelo Rodoanel, em São Paulo, ainda não está integrada à plataforma.
O que é o free flow?
O free flow é um modelo de pedágio eletrônico que não utiliza praças com cancelas ou cabines. Câmeras, sensores e equipamentos de identificação registram a passagem dos veículos, permitindo que o motorista siga pela rodovia sem precisar parar.
A identificação pode ser feita pela placa ou por uma tag instalada no veículo. Dependendo da concessão, o valor cobrado pode considerar o trecho percorrido.
Prazo para pagar o pedágio
Em condições normais, o motorista tem 30 dias após o processamento da passagem para pagar a tarifa. No entanto, atualmente existe um período excepcional de transição e regularização do sistema, previsto até 16 de novembro de 2026.
Durante esse período, os motoristas podem regularizar tarifas pendentes sem a aplicação das penalidades de trânsito decorrentes do não pagamento, conforme as regras estabelecidas pelo Contran.
A partir de 17 de novembro, volta a valer integralmente a sistemática normal do free flow.
E se o motorista não pagar?
O pagamento da tarifa continua obrigatório. O que está suspenso durante o período de transição é a aplicação das penalidades de trânsito pelo não pagamento, dentro das condições previstas na regulamentação.
Depois do período de regularização, o não pagamento poderá resultar em multa de R$ 195,23 e cinco pontos na CNH, conforme as regras do Código de Trânsito Brasileiro.
A nova ferramenta da CNH do Brasil busca facilitar a consulta e o pagamento das tarifas, principalmente porque os sistemas de cobrança do free flow são operados por diferentes concessionárias no país.









