Categoria cobra reajuste salarial, melhores condições de trabalho e denuncia possível perseguição após demissão de servidora que participou do protesto
Cerca de mil assistentes da educação infantil de Campo Grande participaram, nesta semana, de uma manifestação na Câmara Municipal para cobrar melhorias nas condições de trabalho e valorização da categoria. Entre as principais pautas estão o reajuste salarial, hoje em R$ 1.900, para R$ 2.500, congelado há mais de três anos, além de benefícios como vale-alimentação e melhores condições nas salas de aula.
Durante a mobilização, as profissionais também reivindicaram o cumprimento do limite de alunos por sala, especialmente nas EMEIs, onde há relatos de superlotação, inclusive em berçários. Segundo a categoria, mesmo com professores e assistentes atuando juntos, o número excessivo de crianças compromete o atendimento e a segurança.
Outro ponto levantado foi o direito ao abono de faltas para acompanhamento de filhos em consultas médicas, além da retomada de benefícios que teriam sido retirados nos últimos anos, como a possibilidade de se alimentar na própria unidade escolar e o acesso facilitado ao plano de saúde.
A manifestação ganhou repercussão após a demissão da assistente de educação infantil Nathalie Pereira, que atuava há oito anos em uma EMEI da Capital. Ela foi desligada horas depois de participar e liderar o protesto, o que gerou críticas de parlamentares e representantes de entidades públicas, que apontam possível perseguição e ataque ao direito de organização da categoria.
A vereadora Luíza Ribeiro acompanhou o ato e classificou a demissão como irregular, afirmando que a servidora só poderia ser desligada após processo administrativo. Segundo ela, uma audiência pública será realizada na Câmara para discutir as reivindicações e tentar abrir um canal de negociação entre a Prefeitura, a Secretaria Municipal de Educação e as assistentes.
Até o momento, a Secretaria Municipal de Educação não se pronunciou oficialmente sobre as denúncias nem sobre o desligamento da servidora. A categoria indica que pode iniciar greve nos próximos dias caso não haja avanço nas negociações, o que pode impactar o início do ano letivo na rede municipal.









