Categoria cobra valorização profissional, piso salarial nacional e melhores condições de trabalho na rede municipal
Assistentes de educação infantil da rede municipal de Campo Grande decidiram realizar uma manifestação na Câmara Municipal em busca de valorização profissional e melhores condições de trabalho. O ato está marcado para os próximos dias e não está descartada a possibilidade de greve da categoria.
Entre as principais reivindicações estão a manutenção do cargo de assistente de educação infantil conforme a legislação federal, que reconhece esses profissionais como parte do magistério, além da garantia do piso salarial nacional. A categoria pede reajuste salarial para R$ 2.500, já que, segundo os trabalhadores, há mais de dois anos não há correção inflacionária. Atualmente, o salário gira em torno de R$ 1.900 para uma jornada de 40 horas semanais.
Os profissionais também reivindicam a criação de um vale-alimentação mensal de R$ 300 e o cumprimento de leis que asseguram o abono de faltas em casos como acompanhamento médico de familiares e outras situações previstas em lei.
Durante a mobilização, alguns vereadores se comprometeram a intermediar o diálogo entre os assistentes da educação infantil e o poder público municipal, com o objetivo de formalizar as demandas apresentadas à Prefeitura.
A mobilização evidencia o desafio enfrentado por profissionais que atuam diretamente na educação básica, especialmente na primeira infância. Além de cuidar e educar, esses trabalhadores contribuem de forma decisiva para o desenvolvimento social e educacional das crianças em uma das fases mais sensíveis da vida escolar.
A categoria defende que investir na valorização desses profissionais é investir na base da educação e na qualidade do ensino oferecido às crianças da rede pública municipal.









