Endividamento cresce 6,7% em um ano e atinge 70,1% da população em Campo Grande

Endividamento cresce 6,7% em um ano e atinge 70,1% da população em Campo Grande
Foto: Canva

CNC aponta aumento no número de pessoas com dívidas; cartão de crédito lidera como principal fonte

O percentual de moradores com dívidas em Campo Grande aumentou 6,7 pontos percentuais em um ano e chegou a 70,1% em março de 2026. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), divulgada nesta sexta-feira (10) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O levantamento considera compromissos como cartão de crédito, carnês, empréstimos pessoais, cheques pré-datados, financiamentos e seguros. Em março de 2025, o índice era de 65,7%. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e coleta informações nos últimos dez dias de cada mês.

Entre os entrevistados, 16,5% se classificam como muito endividados, enquanto 24,6% indicam nível intermediário e 29% relatam baixo grau de endividamento. Em números absolutos, 246.353 pessoas possuem dívidas na Capital. Desse total, 98.363 têm contas em atraso e 41.981 afirmam não ter condições de quitá-las.

O levantamento também aponta diferença por faixa de renda. Entre famílias com renda de até dez salários mínimos, 31,4% têm contas atrasadas. No grupo com renda superior, o índice é de 13,3%. O tempo médio de atraso é de 65 dias, e quase metade desse público acumula débitos há mais de 90 dias.

O cartão de crédito aparece como principal modalidade de endividamento, responsável por 67,6% dos casos. Na sequência, estão os carnês de lojas, com 19,9%. Financiamento habitacional e crédito pessoal somam 11,7% cada, enquanto o financiamento de veículos registra 11,4%.

Em média, as famílias permanecem endividadas por cerca de 37 semanas. Parte significativa dos entrevistados, 41,9%, relata dívidas com duração superior a um ano. O comprometimento da renda também aparece no levantamento: as dívidas consomem, em média, quase 30% dos ganhos mensais, com maior concentração entre 11% e 50% da renda.

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