Um El Niño intenso pode pressionar a inflação brasileira ao longo dos próximos meses, principalmente por causa dos impactos sobre a produção agrícola e o preço dos alimentos. Especialistas alertam que o fenômeno climático tende a provocar alterações no regime de chuvas e temperaturas, afetando a produtividade de diversas culturas e elevando os custos no campo.
De acordo com economistas, produtos como frutas, hortaliças, café, açúcar e leite estão entre os mais sensíveis às mudanças climáticas provocadas pelo El Niño. A redução da oferta pode resultar em aumento dos preços ao consumidor e pressionar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), principal indicador da inflação no país.
Estimativas de mercado indicam que o fenômeno pode acrescentar cerca de 0,3 ponto percentual à inflação em 2026 e mais 0,4 ponto em 2027, prolongando os efeitos sobre os preços mesmo após o pico do evento climático. Além dos alimentos, setores como energia elétrica também podem sofrer impactos em razão das alterações nas condições hidrológicas.
O cenário exige atenção do agronegócio, que poderá enfrentar perdas de produtividade em algumas regiões e aumento dos custos de produção. Para consumidores, o principal reflexo deve aparecer nas prateleiras dos supermercados, com alimentos mais caros e maior pressão sobre o custo de vida.
Especialistas ressaltam que a intensidade dos impactos dependerá da evolução do fenômeno nos próximos meses. Mesmo assim, investidores, produtores rurais e autoridades econômicas já acompanham as projeções climáticas para avaliar possíveis medidas de mitigação e seus efeitos sobre a economia brasileira.









