O programa Minha Casa, Minha Vida vai atender mais famílias em 2026. O Conselho Curador do FGTS aprovou novas regras que aumentam o limite de renda mensal em todas as faixas.
Agora, os valores ficam assim:
- Faixa 1: até R$ 3.200
- Faixa 2: até R$ 5.000
- Faixa 3: até R$ 9.600
- Faixa 4: até R$ 13.000
As mudanças ainda precisam ser publicadas no Diário Oficial para começarem a valer.
Na Faixa 1, também houve redução na taxa de juros. Famílias com renda um pouco maior dentro dessa faixa poderão pagar juros de 4,50% ao ano, mais baixos que antes.
Outra mudança importante no Minha Casa, Minha Vida é o aumento no valor dos imóveis financiados.
- Faixa 3: limite sobe para R$ 400 mil
- Faixa 4: limite sobe para R$ 600 mil
Com isso, mais pessoas poderão financiar imóveis de maior valor, principalmente famílias de classe média.
Segundo o governo, a medida busca facilitar a compra da casa própria, especialmente em um cenário de juros altos e menor oferta de crédito tradicional.
A expectativa é que as novas regras ampliem o acesso ao programa. De acordo com estimativas do governo:
- 87,5 mil famílias terão acesso a juros menores
- 31,3 mil novas famílias entrarão na Faixa 3
- 8,2 mil famílias serão incluídas na Faixa 4
Além disso, o programa contará com cerca de R$ 31 bilhões em recursos extras, que devem começar a ser usados no segundo semestre.
O impacto previsto inclui R$ 500 milhões em subsídios e R$ 3,6 bilhões em crédito habitacional.
FGTS também terá mudanças para área da saúde
O Conselho do FGTS também aprovou a retomada do chamado FGTS-Saúde, voltado para entidades que atendem ao Sistema Único de Saúde (SUS).
As novas regras aumentam os prazos de pagamento:
- Até 15 anos para reorganização financeira
- Até 20 anos para compra de equipamentos
- Até 30 anos para obras em unidades de saúde
A medida, no entanto, gerou críticas de representantes do setor privado, que questionam o uso dos recursos do FGTS para esse tipo de finalidade.
Com as mudanças, o Minha Casa, Minha Vida deve alcançar mais brasileiros e facilitar o acesso à moradia.
A ampliação dos limites de renda e dos valores dos imóveis é vista como uma forma de adaptar o programa à realidade econômica atual e atender um número maior de famílias em todo o país.
Com informações de Agência Brasil









