Onça-pintada que atacou caseiro no Pantanal é transferida para área de conservação em São Paulo
A onça-pintada que atacou o caseiro Jorge Ávalo no Pantanal em abril já está em São Paulo. O animal, capturado há 24 dias, foi transferido para uma área de floresta no município de Amparo, interior paulista, onde já vivem cinco onças, duas pintadas e três pardas.
A área é mantida pela ONG Ampara, ligada à preservação da fauna silvestre, com apoio do governo federal e de outras entidades ambientais. O animal, um macho, estava sedado durante a transferência e foi retirado do Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), no Parque dos Poderes, em Campo Grande, onde ficou por 21 dias recebendo alimentação e suplementos para engordar.
Segundo os veterinários, a onça chegou magra, com 94 quilos, e saiu do CRAS com 107 quilos. O médico veterinário Jorge Salomão, responsável pela ONG Ampara, destacou a importância da captura rápida para garantir segurança tanto para as pessoas quanto para o próprio animal, evitando retaliações e protegendo a espécie.
O ataque ocorreu no dia 21 de abril, quando Jorge Ávalos preparava o café da manhã no pesqueiro onde trabalhava. Ele foi atacado na cabeça, arrastado para dentro da mata, e posteriormente encontrado morto. Após o ataque, a onça retornou ao local em busca de comida, revirando a cozinha do pesqueiro.
Especialistas afirmam que o ataque foi atípico, pois onças-pintadas geralmente evitam contato com humanos. A causa provável foi a chamada “ceva”, prática ilegal que consiste em alimentar animais silvestres para facilitar seu avistamento por turistas. Isso faz com que as onças associem humanos à comida e percam o medo natural, aumentando o risco de ataques.
A ONG Ampara ressaltou que o local onde a onça está agora não possui visitação pública, sendo um ambiente protegido que simula a vida livre, com grandes recintos cercados por mata nativa, garantindo o bem-estar dos animais que, por diversos motivos, não podem retornar à natureza.
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