A patente do Ozempic chega ao fim nesta quinta-feira (20) no Brasil, abrindo caminho para a produção de versões genéricas e similares do medicamento. A decisão deve aumentar a concorrência e pode reduzir o preço do remédio nos próximos meses.
O Ozempic é usado no tratamento do diabetes tipo 2 e também ficou conhecido por ajudar no controle de peso. Seu princípio ativo é a semaglutida, que até então era produzida com exclusividade pela farmacêutica Novo Nordisk.
Com o fim da patente, outras empresas passam a poder fabricar medicamentos com a mesma substância, desde que sigam as regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Isso pode facilitar o acesso ao tratamento, principalmente para quem não consegue pagar o valor atual.
Hoje, uma caneta de Ozempic pode custar cerca de R$ 1 mil, o que limita o uso por muitos pacientes. Especialistas apontam que, com a entrada de novos fabricantes, o preço pode cair entre 30% e 50% ao longo do tempo.
Mesmo assim, essa redução não deve acontecer de forma imediata. O valor final depende de fatores como produção, distribuição e estratégias das empresas. Além disso, os novos medicamentos ainda precisam ser aprovados pela Anvisa antes de chegarem às farmácias.
No caso da semaglutida, por ser um medicamento biológico, as versões alternativas são chamadas de biossimilares. Esses produtos são muito parecidos com o original, mas exigem testes mais rigorosos para garantir segurança e eficácia.
O setor farmacêutico já se movimenta para aproveitar essa nova fase. Empresas brasileiras e internacionais estão em uma corrida para lançar suas versões do medicamento o quanto antes. Algumas já estão com pedidos de registro em análise e a expectativa é que os primeiros produtos sejam liberados ainda em 2026.
Outro possível impacto é no Sistema Único de Saúde (SUS). Com a queda de preços, aumenta a chance de o medicamento ser incluído na rede pública, ampliando o acesso para pacientes com diabetes tipo 2 e, futuramente, para casos de obesidade.
A decisão que encerrou a patente foi confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que negou o pedido de prorrogação feito pela fabricante. O entendimento seguiu a regra de que patentes têm prazo limitado e não podem ser estendidas por demora na análise.
Com isso, o mercado brasileiro entra em uma nova fase, com mais concorrência, possibilidade de preços menores e maior acesso ao tratamento.
Com informações Correio Estado









