Petrobras baixa preço da gasolina, mas valores nos postos de Campo Grande aumentam
Apesar das reduções acumuladas no preço da gasolina ao longo do último ano, os consumidores de Campo Grande continuam pagando mais caro pelo combustível. Entre janeiro de 2025 e janeiro deste ano, o valor médio do litro subiu na capital e também no interior de Mato Grosso do Sul, contrariando a trajetória de queda anunciada na origem.
Em Campo Grande, o preço médio passou de R$ 5,75 para R$ 5,89, um aumento de R$ 0,14 no período. No Estado, a média subiu de R$ 5,96 para R$ 6,08, alta de R$ 0,12 por litro. Atualmente, os valores praticados nos postos de Campo Grande variam entre R$ 5,69 e R$ 6,08.
No mesmo intervalo, o preço da gasolina vendida às distribuidoras sofreu reduções sucessivas, acumulando queda de aproximadamente 15% em pouco mais de um ano. Mesmo assim, esse movimento não foi totalmente repassado ao consumidor final.
Um dos fatores que ajudaram a neutralizar a redução foi o aumento da carga tributária. Desde o início do ano passado, o imposto estadual incidente sobre a gasolina teve reajuste de R$ 0,20 por litro, o que impactou diretamente o valor cobrado nas bombas.
Além dos tributos, os custos ao longo da cadeia de distribuição e revenda influenciam a formação do preço final, o que explica por que o corte anunciado na origem chega de forma parcial aos postos. A estimativa é de que a redução efetiva percebida pelo consumidor seja inferior ao valor divulgado oficialmente.
O repasse também varia de acordo com a política de preços adotada por cada distribuidora e por cada posto, o que provoca diferenças de valores entre regiões e até dentro da mesma cidade.
Para outros combustíveis, o cenário é semelhante. O diesel manteve preços estáveis na origem, com pequenas variações no valor final ao consumidor ao longo do último ano. Já o etanol apresentou aumento no período, encarecendo o abastecimento para quem opta pelo biocombustível.
Com o novo reajuste anunciado recentemente, a expectativa é de algum impacto nos preços nos próximos dias, ainda que limitado, diante do peso dos impostos e dos custos operacionais que compõem o valor final pago pelo consumidor.









