aumento do ICMS pesou no bolso e queda anunciada no preço não foi repassada aos consumidores
Apesar da redução anunciada no preço da gasolina nas refinarias no fim de janeiro, o valor cobrado nas bombas não acompanhou o movimento e segue em alta em Mato Grosso do Sul. O impacto do aumento do ICMS, aplicado no início do ano, acabou sendo sentido pelo consumidor, enquanto o desconto posterior não foi repassado integralmente.
Levantamentos recentes mostram que, em Campo Grande, o preço médio do litro da gasolina passou de R$ 5,89 para R$ 5,90 em pouco mais de dez dias. Os valores encontrados variam entre R$ 5,65 e R$ 6,19, indicando não apenas manutenção, mas também elevação do preço máximo praticado.
No interior do Estado, o cenário é semelhante. O valor médio subiu de R$ 6,08 para R$ 6,10, enquanto o preço mais alto registrado teve aumento expressivo em relação ao levantamento anterior. Na prática, mesmo com a redução nas refinarias, os preços finais não apresentaram queda significativa.
A expectativa do setor era que a diminuição nos custos compensasse o reajuste do imposto estadual, que acrescentou cerca de dez centavos ao litro. No entanto, os dados mostram que isso não ocorreu. Comparando com o fim de dezembro, antes da alta do ICMS, o preço médio da gasolina em Campo Grande está cerca de 12 centavos mais caro. No acumulado estadual, a diferença chega a 15 centavos.
O comportamento do mercado também impactou o posicionamento do Estado em rankings nacionais de preços. Campo Grande, que já figurou entre as capitais com a gasolina mais barata do país, perdeu posições. Hoje, outras capitais e estados apresentam valores médios inferiores, reflexo do repasse parcial dos descontos em outras regiões.
Mesmo com sucessivas reduções no preço da gasolina nas refinarias ao longo do último ano, o alívio esperado pelo consumidor não se consolidou nas bombas, mantendo o combustível em patamar elevado em Mato Grosso do Sul.









