Medida faz parte do ajuste fiscal da administração municipal e diminui de 420 para 200 o número de adolescentes atendidos pelo programa
A Prefeitura de Campo Grande ampliou as medidas de contenção de gastos e anunciou novos cortes que atingem diretamente programas sociais do município. Entre as ações mais recentes está a redução no número de adolescentes atendidos pelo Programa Mirim, que passou de 420 para 200 vagas.
As medidas fazem parte de um pacote adotado pela administração municipal para equilibrar as contas públicas e enfrentar a queda na arrecadação. Segundo a Prefeitura, o objetivo é melhorar a situação fiscal e garantir recursos para áreas consideradas prioritárias, como a saúde, além de viabilizar obras de infraestrutura na Capital.
Desde a publicação do decreto de ajuste fiscal, a Prefeitura já havia imposto restrições a novas contratações, limitado o pagamento de horas extras e reduzido despesas operacionais. De acordo com a administração, essas ações já resultaram em uma economia estimada em cerca de R$ 20 milhões aos cofres municipais.
No caso do Programa Mirim, a redução foi oficializada por meio de publicação no Diogrande. A justificativa apresentada é a necessidade de adequar o programa à demanda real dos órgãos da administração pública municipal. O termo da parceria também passou por mudanças, incluindo alterações na forma de execução financeira, com repasses mensais condicionados à apresentação de nota fiscal.
A decisão, no entanto, levanta questionamentos sobre os impactos sociais da medida. O programa é considerado uma porta de entrada para o mercado de trabalho, além de contribuir para a renda de famílias de baixa renda e para o desenvolvimento pessoal e profissional dos adolescentes atendidos.
Enquanto a Prefeitura defende que os cortes são necessários para garantir equilíbrio fiscal e investimentos em serviços essenciais, a redução de vagas reacende o debate sobre como conciliar responsabilidade financeira com a manutenção de políticas públicas voltadas à inclusão social.









