A queda do desmatamento na Amazônia voltou a ser registrada nos primeiros meses do ciclo 2025/2026. Dados do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontam redução de 35% nos alertas entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, na comparação com o mesmo período anterior.
Na Amazônia Legal, os alertas somaram 1.324 km², contra 2.050 km² no período anterior. Já no Cerrado, a queda foi de 6%, passando de 2.025 km² para 1.905 km². Os números foram divulgados após reunião da Comissão Interministerial de Prevenção e Combate ao Desmatamento.
O Deter funciona como sistema de alerta rápido para apoiar ações de fiscalização ambiental. Já o Projeto Prodes, também do Inpe, responsável pela taxa anual consolidada, indica que, entre 2022 e 2025, o desmatamento acumulou redução de 50% na Amazônia e de 32,3% no Cerrado.
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou que há expectativa de 2026 registrar a menor taxa da série histórica na Amazônia, caso o ritmo de fiscalização seja mantido.
Apesar do avanço na Amazônia e no Cerrado, o Pantanal apresentou alta de 45,5% nos alertas no período analisado. O governo atribui a redução geral ao fortalecimento das ações de fiscalização do Ibama e do ICMBio, além do uso intensivo de monitoramento por satélite e dados científicos.
A meta oficial é zerar o desmatamento ilegal até 2030, conciliando preservação ambiental e crescimento econômico.
Com informações da Agência Brasil.









