SES reforça regulação e redefine fluxo para casos graves de chikungunya em Dourados

SES reforça regulação e redefine fluxo para casos graves de chikungunya em Dourados
Foto: Canva

Nova resolução exige encaminhamento obrigatório via centrais e mantém medidas emergenciais durante avanço da doença na região

A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES-MS) atualizou, nesta segunda-feira (13), a norma que organiza o atendimento a pacientes com quadros graves de chikungunya em Dourados. O documento mantém o fluxo emergencial já estabelecido, mas inclui ajustes no acesso aos hospitais durante a epidemia.

Entre as mudanças, a resolução passa a exigir que a entrada de pacientes em unidades hospitalares, nos casos de urgência e emergência, ocorra obrigatoriamente por meio da regulação das centrais estadual e regional. A medida centraliza a distribuição de vagas e organiza o encaminhamento conforme a gravidade dos casos.

O protocolo prioriza atendimentos considerados graves ou com risco de agravamento, com definição de encaminhamento em até uma hora. Também prevê o uso da chamada “vaga zero”, mecanismo que permite a transferência imediata de pacientes em estado crítico, mesmo sem leito disponível, em situações de risco iminente de morte.

Na rede definida para atendimento, o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD) aparece como referência principal, seguido pelo hospital regional do município. As unidades devem atuar de forma integrada com as centrais de regulação para direcionar os pacientes.

A resolução também detalha critérios clínicos para classificar casos graves, como sinais de choque, dificuldade respiratória, alteração do nível de consciência, presença de comorbidades e condições de maior vulnerabilidade, incluindo gestação e idade.

Dados epidemiológicos apontam alta circulação do vírus na região, com taxa de positividade entre 72% e 79%, além de registros de casos em gestantes e mortes associadas à doença neste ano.

O texto ainda estabelece monitoramento contínuo da rede de atendimento, com indicadores sobre tempo de resposta, transferências realizadas, uso de “vaga zero” e óbitos. Relatórios periódicos devem orientar ajustes na assistência, com foco na ampliação da capacidade de atendimento e na redução de atrasos.

A medida tem caráter temporário e permanece válida durante a situação de emergência em saúde pública. Após esse período, voltam a valer os protocolos anteriores.

A chikungunya é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti. Os principais sintomas incluem febre alta e dores intensas nas articulações, que podem persistir por longos períodos. Em quadros mais graves, há risco de complicações e necessidade de internação.

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