Superlotação e falta de medicamentos marcam visita surpresa a UPA Leblon em Campo Grande
A superlotação das unidades de pronto atendimento em Campo Grande voltou a ser tema de debate após uma visita surpresa do vereador Fábio Rocha (União Brasil) à UPA Leblon na noite de segunda-feira (1º). O parlamentar afirmou que decidiu ir até o local após receber diversas reclamações de moradores sobre a lotação da unidade.
No local, Rocha constatou corredores lotados, pacientes impacientes com a demora no atendimento e a falta de medicamentos básicos, como paracetamol, amoxicilina e até pomadas para assaduras. Diante da tensão crescente, o vereador acionou a Guarda Civil Metropolitana para conter os ânimos de pacientes que aguardavam há horas.
Além da superlotação, o parlamentar destacou a falta de estrutura para atender a crescente demanda causada pelo aumento dos casos de doenças respiratórias. Ele enviou um ofício à Prefeitura e à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) cobrando explicações sobre a situação.
O líder da prefeita na Câmara, vereador Beto Avelar (PP), informou que a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite, reconheceu o aumento na procura por atendimento. Segundo ela, em dias normais, cerca de 3.500 pessoas passam pelas unidades de saúde da cidade, mas nesta segunda-feira o número foi bem superior. Para tentar amenizar o problema, a Sesau deslocou 36 profissionais para reforçar o atendimento.
Pacientes que enfrentam longas filas e falta de medicamentos também relataram suas dificuldades ao Café com Blink. Um deles afirmou que, ao levar a filha com sintomas de dengue a uma unidade de saúde, não encontrou testes para a doença nem medicamentos básicos.
O problema é agravado pela restrição de atendimentos na Santa Casa, que impede a transferência de pacientes e sobrecarrega as UPAs. Enquanto vereadores e a Prefeitura discutem soluções, a população segue enfrentando dificuldades no acesso à saúde pública.