Maioria dos criadouros do mosquito da dengue está nos quintais de casas em Campo Grande

Maioria dos criadouros do mosquito da dengue está nos quintais de casas em Campo Grande
Foto: Canva

Levantamento da Secretaria Municipal de Saúde aponta que a maior parte dos focos do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya está dentro das residências em Campo Grande. Dados do LIRAa (Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti) indicam que quase 40% dos criadouros identificados em janeiro estavam em recipientes comuns do dia a dia, como baldes, vasos de plantas, potes e garrafas.

O estudo, divulgado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), mostra que pequenos depósitos móveis concentraram 39,8% dos focos. O descarte irregular de lixo aparece em seguida, representando 30,7% dos registros.

Também foram encontrados criadouros em reservatórios de água ao nível do solo, como tambores, cisternas e poços (14,2%), além de pneus (11,7%). Outros pontos como calhas, lajes, toldos, piscinas, ralos e tanques somaram 2,1%. Já buracos de árvores, acúmulo de folhas e carcaças de animais corresponderam a 1,5%.

Bairros com risco muito alto

Na última semana epidemiológica analisada, a incidência de arboviroses na Capital foi de 20,6 casos para cada 100 mil habitantes, com 185 notificações de dengue. Cinco bairros foram classificados com risco muito alto para transmissão: Chácara dos Poderes, Itanhangá, Veraneio, Centenário e Santo Antônio.

Desde o início do ano, equipes da saúde aplicaram mais de 11 litros de inseticida, vistoriaram 17.032 imóveis e encontraram focos do mosquito em 364 deles.

Prevenção começa em casa

As autoridades de saúde reforçam que a eliminação dos criadouros depende principalmente da rotina dos moradores. Entre as orientações estão:

  • manter caixas d’água bem vedadas;
  • limpar calhas e retirar folhas acumuladas;
  • evitar água parada sobre lajes;
  • lavar semanalmente recipientes de armazenamento de água;
  • manter barris e tonéis tampados;
  • preencher com areia os pratinhos de vasos de plantas;
  • trocar regularmente a água de plantas aquáticas;
  • guardar garrafas viradas para baixo;
  • descartar pneus de forma adequada, em locais cobertos;
  • acondicionar o lixo em sacos fechados e manter lixeiras tampadas.

A recomendação é intensificar os cuidados principalmente nas áreas com maior índice de infestação, já que a maior parte dos focos continua sendo encontrada dentro dos próprios quintais.

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