Petro propõe integração do Pix com a Colômbia e questiona eficácia de sanções dos EUA

Petro propõe integração do Pix com a Colômbia e questiona eficácia de sanções dos EUA
Presidente da Colômbia, Gustavo Petro / Foto: reprodução da internet

Presidente colombiano afirma que medidas atuais não impedem atuação do narcotráfico no exterior

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, defendeu a adoção do sistema brasileiro de pagamentos instantâneos na economia colombiana. Em publicação nas redes sociais, ele sugeriu que o Pix seja ampliado para o país vizinho como alternativa para modernizar transações financeiras e ampliar o controle sobre movimentações.

Na mesma mensagem, Petro fez críticas às sanções aplicadas pelos Estados Unidos por meio do Office of Foreign Assets Control (OFAC). Segundo ele, o mecanismo perdeu efetividade no combate ao crime organizado, já que grupos ligados ao narcotráfico conseguem driblar restrições e manter operações financeiras fora do alcance das autoridades.

O presidente colombiano citou que integrantes dessas organizações utilizam centros financeiros internacionais para movimentar recursos. Entre os exemplos mencionados está Dubai, apontada como um dos locais onde líderes criminosos manteriam atividades e patrimônio.

Petro também afirmou que as sanções podem ter uso político e criticou o modelo atual de controle financeiro global. Para ele, é necessário discutir mecanismos mais amplos de governança internacional que envolvam maior cooperação entre países.

Ao abordar a política antidrogas, o presidente declarou que chefes de organizações criminosas seguem atuando fora do território colombiano. Segundo ele, acordos judiciais e limitações nos processos de extradição permitem que essas lideranças ampliem suas atividades em outros mercados.

Na mesma publicação, Petro mencionou ainda temas relacionados à violência e à segurança interna. Ele afirmou que houve redução nos índices de homicídios no país e indicou expectativa de continuidade dessa tendência nos próximos meses.

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