Conta de energia elétrica fica mais cara em Mato Grosso do Sul após reajuste aprovado pela Aneel

Os consumidores de Mato Grosso do Sul começaram a pagar mais caro pela energia elétrica a partir desta quarta-feira (22).
Conta de energia elétrica fica mais cara em Mato Grosso do Sul (Foto: Divulgação/Energisa)

Os consumidores de Mato Grosso do Sul começaram a pagar mais caro pela energia elétrica a partir desta quarta-feira (22). A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajuste médio de 12,11% nas tarifas da Energisa MS, concessionária responsável pelo fornecimento no Estado.

O novo percentual atinge cerca de 1,17 milhão de unidades consumidoras e o reflexo deve aparecer nas próximas faturas, principalmente para quem possui leitura programada no início de maio.

Para os consumidores de baixa tensão, categoria que inclui residências, o reajuste médio ficou em 11,98%. Nas contas residenciais, o aumento será de 11,75%, enquanto os consumidores rurais terão acréscimo de 12,45%. Já no grupo de alta tensão, utilizado por indústrias e grandes estabelecimentos, a média aprovada foi de 12,39%.

Segundo o Conselho de Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS (Concen-MS), os encargos setoriais seguem entre os principais fatores que pressionaram o aumento tarifário. Entre eles está a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo utilizado para custear subsídios e programas do setor elétrico.

As discussões sobre o reajuste tarifário começaram ainda em 2025. Inicialmente, os índices previstos eram maiores e chegaram a ultrapassar 13% em alguns segmentos. Durante a análise técnica, a Energisa apresentou pedido de diferimento tarifário de R$ 21 milhões, mecanismo que evita o repasse imediato de parte dos custos para a conta de luz.

Com a medida, o impacto deste ano foi reduzido, mas parte do valor deverá ser incorporada aos próximos reajustes, previstos para 2027.

Em 2024, a Energisa MS registrou faturamento de R$ 5,684 bilhões. A concessionária também teve o contrato de distribuição renovado por mais 30 anos no Estado.

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