SUS vai ampliar proteção vacinal contra doença pneumocócica

Foto: Canva

O Sistema Único de Saúde (SUS) começará a aplicar a vacina pneumocócica 20-valente a partir de junho em todo o país. O novo imunizante substituirá gradualmente a vacina 10-valente e ampliará a proteção contra doenças graves causadas pela bactéria pneumococo.

A mudança foi anunciada pelo Ministério da Saúde, que publicou um guia técnico preliminar orientando profissionais e municípios sobre a transição para a nova vacina.

A nova vacina pneumocócica 20-valente protege contra o dobro de sorotipos em comparação com a vacina utilizada atualmente no SUS.

A bactéria Streptococcus pneumoniae, conhecida como pneumococo, pode causar doenças leves, como sinusite e infecções no ouvido, mas também quadros graves, incluindo pneumonia bacteriana, meningite e sepse.

Segundo o Ministério da Saúde, o pneumococo é responsável por até 50% dos casos de meningite bacteriana em crianças.

A vacinação infantil contra o pneumococo começou no Brasil em 2010 e ajudou a reduzir em até 65% os casos de meningite pneumocócica em crianças menores de dois anos.

Mesmo assim, dados recentes apontam crescimento nas ocorrências da doença. Entre 2022 e 2024, a média anual de casos de meningite pneumocócica em crianças de até cinco anos subiu para mais de 211 registros por ano.

Especialistas explicam que o aumento ocorre porque novos sorotipos da bactéria passaram a circular após a redução dos tipos combatidos pela vacina anterior.

Quem deve tomar a vacina pneumocócica 20-valente

O calendário básico do SUS prevê duas doses da vacina pneumocócica para bebês aos 2 e 4 meses, além de reforço aos 12 meses de idade.

Durante a transição, crianças poderão receber doses combinadas entre a vacina 10-valente e a nova vacina pneumocócica 20-valente.

O SUS também oferece imunização para grupos considerados de maior risco, como:

  • Pessoas com HIV/aids;
  • Pacientes oncológicos;
  • Transplantados;
  • Pessoas com doenças cardíacas, pulmonares ou renais;
  • Diabéticos;
  • Prematuros;
  • Pessoas com síndrome de Down.

Além de proteger contra formas graves da doença, a vacina pneumocócica também reduz a circulação da bactéria entre pessoas vacinadas, diminuindo a transmissão na população.

A vacina é contraindicada apenas para pessoas com alergia grave aos componentes da fórmula ou que apresentaram reação severa em doses anteriores.

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