Exposição do Coletivo Enegrecer segue aberta em Campo Grande até junho 

Foto: Hanna Cecília

Quem ainda não visitou a exposição “Entre Completudes e Efemeridades” tem até o fim deste mês para conhecer a mostra do Coletivo Enegrecer, em cartaz no Arquivo Público Estadual, no segundo andar da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), em Campo Grande com entrada gratuita.

A exposição reúne obras de artistas contemporâneos negros, pardos e indígenas de Mato Grosso do Sul, além de trabalhos produzidos por crianças da Comunidade Quilombola Chácara Buriti durante oficinas de pintura e colagem realizadas pelo projeto.

Foto: Hanna Cecília

A iniciativa busca ampliar o acesso à arte e valorizar diferentes narrativas e identidades presentes na sociedade, promovendo o encontro entre experiências artísticas contemporâneas e conhecimentos comunitários.

Com curadoria de Auriellen Leonel, Thalita Valiente e Erika Pedraza, a mostra propõe reflexões sobre memória, identidade, transformação e pertencimento. Para isso, os artistas utilizam diferentes linguagens e materiais, ressignificando objetos e elementos do cotidiano por meio da arte contemporânea.

Um dos diferenciais desta edição é a ampliação da participação de artistas indígenas, fortalecendo o diálogo entre diferentes culturas e experiências presentes na produção artística sul-mato-grossense. A mostra reúne trabalhos de Natalia Maisha, Meio Trash, Victor Macaulay, Lumar, Yasmin Alexandra, Renan Rogerio, Danillo Carvalho, William Naipe, Miguel Ferrez, San Martinez e Damata, além das obras desenvolvidas pelas curadoras Auriellen Leonel, Thalita Valiente e Erika Pedraza.

Apesar de reunir artistas negros, pardos e indígenas, a exposição não se limita a discussões sobre raça. As obras exploram temas como memória, percepção e materialidade, além de destacar pesquisas e experimentações com diferentes técnicas e suportes. A proposta é apresentar múltiplas narrativas e processos criativos da arte contemporânea, de acordo com a curadora Auriellen Leonel: “As exposições não permeiam apenas pautas raciais. Os artistas também estão pesquisando, experimentando materiais e suportes, criando novas possibilidades sem perder a essência de suas trajetórias”. 

As obras produzidas pelas crianças da Comunidade Quilombola Chácara Buriti também ocupam espaço de destaque na mostra. Os trabalhos foram desenvolvidos durante oficinas promovidas pelo coletivo e integram o acervo exposto ao público, colocando os jovens participantes como protagonistas do projeto.

Foto: Hanna Cecília

Para conhecer mais sobre o coletivo, acesse o Instagram: https://www.instagram.com/coletivoenegrecer/

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