A suspensão temporária da vacina do Butantan contra a dengue não afeta a campanha de vacinação realizada com a Qdenga no Sistema Único de Saúde (SUS). O Ministério da Saúde esclareceu que a medida vale apenas para o imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan, enquanto a vacina produzida pela Takeda segue sendo aplicada normalmente nos públicos definidos pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A decisão foi anunciada após o registro de 42 casos de reações adversas mais severas entre pessoas imunizadas com a vacina do Butantan. Três pacientes precisaram de internação e dois óbitos estão sendo investigados para verificar eventual relação com o imunizante. Segundo o ministério, ainda não há comprovação de que os casos tenham sido causados pela vacina.
O Ministério da Saúde informou que a suspensão da vacina do Butantan é uma medida de precaução. Especialistas da pasta, da Anvisa e do próprio instituto irão analisar o histórico clínico dos pacientes, possíveis fatores de risco, doenças preexistentes e eventuais falhas no processo de imunização.
Até o fim de maio, mais de 500 mil doses do imunizante haviam sido aplicadas em municípios participantes da estratégia de vacinação e em profissionais da atenção primária à saúde.
Enquanto a investigação continua, a vacinação com a Qdenga permanece ativa no SUS. O governo reforça que a interrupção da vacina do Butantan não altera o calendário dos grupos já contemplados pela vacina da Takeda.
O Ministério da Saúde também ressaltou que a suspensão temporária não invalida a eficácia já demonstrada pela vacina do Butantan nos estudos clínicos e que pessoas vacinadas continuam protegidas contra a dengue.
Com informações de Agência Brasil









