Exigências da UE podem dificultar exportações de pequenos cafeicultores

Foto: Canva

As exigências da União Europeia (UE) podem criar novos obstáculos para pequenos cafeicultores brasileiros que exportam para o mercado europeu. O alerta é de especialistas, que apontam que as regras de rastreabilidade e comprovação de origem podem aumentar os custos e dificultar o acesso de pequenos produtores ao bloco europeu.

O regulamento europeu contra o desmatamento (EUDR) exige que produtos como café, soja, cacau, madeira e carne comprovem que não foram produzidos em áreas desmatadas após dezembro de 2020. Além disso, os exportadores deverão apresentar informações detalhadas sobre a origem da produção e cumprir processos rigorosos de verificação.

Pesquisadores avaliam que, embora o objetivo ambiental seja importante, as novas exigências podem funcionar como uma barreira não tarifária ao comércio. Os pequenos cafeicultores tendem a enfrentar maiores dificuldades para investir em sistemas de rastreabilidade, georreferenciamento e documentação exigidos pela legislação europeia.

O Brasil foi classificado pela União Europeia como país de “risco padrão”, o que amplia as obrigações de controle para os exportadores que desejam vender ao mercado europeu. Segundo especialistas, isso pode reduzir a competitividade de produtores de menor porte, que possuem menos recursos para atender às novas exigências.

O setor cafeeiro acompanha as negociações entre Brasil e União Europeia em busca de soluções que reduzam os impactos da regulamentação. A expectativa é que medidas de adaptação e apoio técnico permitam aos pequenos produtores manter o acesso a um dos principais mercados consumidores de café do mundo.

Com informações de Agência Brasil.

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