Alta nas vendas para a China compensa perdas e garante superávit comercial no início de 2026
As exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram forte queda em janeiro de 2026, com retração de 25,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado. O recuo marca o sexto mês seguido de baixa nas vendas ao mercado norte-americano, reflexo das tarifas adicionais impostas pelo governo dos EUA a produtos do Brasil.
No primeiro mês do ano, o Brasil exportou US$ 2,4 bilhões para os Estados Unidos, abaixo dos US$ 3,22 bilhões registrados em janeiro de 2025. As importações de produtos norte-americanos também diminuíram, com queda de 10,9%, somando US$ 3,07 bilhões. O resultado foi um déficit de US$ 670 milhões na balança comercial entre os dois países, desfavorável ao lado brasileiro.
A redução no comércio bilateral ocorre desde a adoção de uma sobretaxa de até 50% sobre mercadorias brasileiras, medida anunciada em meados de 2025. Apesar de ajustes parciais nas tarifas ao final do ano passado, parte relevante das exportações nacionais ainda enfrenta alíquotas elevadas, o que segue impactando o fluxo comercial.
Somadas exportações e importações, a corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos atingiu US$ 5,47 bilhões em janeiro, valor 18% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior.
Em contraste, o desempenho do comércio com a China foi positivo. As exportações brasileiras para o país asiático cresceram 17,4% em janeiro, alcançando US$ 6,47 bilhões. As importações recuaram 4,9%, para US$ 5,75 bilhões, garantindo um superávit de US$ 720 milhões no mês. A corrente comercial com a China totalizou US$ 12,23 bilhões, com alta de 5,7% na comparação anual.
O Brasil também apresentou saldo positivo no comércio com a União Europeia, com superávit de US$ 310 milhões, apesar da queda de 8,8% na corrente comercial com o bloco. As exportações recuaram 6,2% e as importações diminuíram 11,5%.
Com a Argentina, o país manteve superávit de US$ 150 milhões em janeiro. Ainda assim, a corrente de comércio bilateral encolheu 19,9%, influenciada pela queda de 24,5% nas exportações brasileiras e de 13,6% nas importações.









