Ações vão verificar qualidade dos produtos e possíveis aumentos irregulares
O aumento no preço dos combustíveis em Campo Grande levou órgãos de defesa do consumidor a intensificarem a fiscalização nos postos da cidade. Nesta quinta-feira (19), equipes do Procon estadual e municipal realizam uma operação conjunta para analisar valores praticados e a qualidade dos produtos vendidos.
A iniciativa ocorre após uma sequência de reajustes percebidos nas bombas. O litro da gasolina registrou alta média de R$ 0,40 nos últimos dias, e já supera R$ 6 em todos os estabelecimentos da Capital. Até o fim de fevereiro, ainda era possível encontrar preços abaixo desse patamar.
Durante as inspeções, os fiscais coletam amostras para identificar possíveis adulterações e conferem documentos fiscais de compra e venda. A apuração busca identificar distorções nos preços e verificar se há justificativa para os reajustes aplicados ao consumidor final.
Mesmo sem aumento recente no preço da gasolina nas refinarias da Petrobras, os valores seguem em alta nos postos. No caso do diesel, o cenário inclui mudanças tributárias e reajustes no mercado internacional. O governo federal zerou tributos como PIS e Cofins, medida que poderia reduzir o preço em cerca de R$ 0,32 por litro. Em seguida, a estatal anunciou aumento de R$ 0,38 nas refinarias, acompanhando a valorização do petróleo.
Na prática, o diesel também teve alta significativa. Em Campo Grande, o tipo S-10 já é encontrado acima de R$ 7,50, valor superior ao registrado na semana anterior.
Representantes do setor atribuem a elevação aos custos de importação e à oscilação do barril de petróleo no mercado externo. Segundo o sindicato que representa os postos, o encarecimento do frete e a dependência de combustíveis importados influenciam diretamente o preço final.
Além das ações do Procon, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis também realizou fiscalizações recentes no Estado. Neste mês, 13 estabelecimentos foram vistoriados, com registros de autuações e até interdição parcial em Campo Grande.
O avanço nos preços ocorre em meio a discussões entre governo federal e estados sobre medidas para conter os impactos no bolso do consumidor. Entre as propostas em debate, estão mudanças na cobrança de impostos e incentivos à importação de diesel, enquanto secretarias estaduais apontam limitações para novas reduções no ICMS.









