Chuva atrasa colheita e pode deixar o café mais caro no Brasil

Foto: Canva

O preço do café mais caro pode voltar a pesar no bolso dos consumidores brasileiros. As chuvas registradas nas principais regiões produtoras do país atrasaram a colheita e a secagem dos grãos, provocando uma alta inesperada nas cotações durante o pico da safra.

Segundo dados do mercado, o café arábica teve alta de 10,5% em julho, enquanto o café conilon avançou 3%. O movimento surpreendeu o setor, já que os meses de junho, julho e agosto costumam registrar queda nos preços devido ao aumento da oferta.

O principal motivo da valorização são as chuvas em estados como Minas Gerais e São Paulo, que retardaram tanto a colheita quanto a secagem dos grãos. Com isso, surgiram dúvidas sobre o ritmo de entrega da produção brasileira ao mercado, impulsionando as cotações internacionais e refletindo em toda a cadeia produtiva.

Apesar da previsão da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) de uma safra recorde, estimada em cerca de 66 milhões de sacas em 2026, especialistas avaliam que a redução esperada nos preços pode demorar mais para chegar ao consumidor. A tendência é que o aumento registrado no campo seja repassado gradualmente ao varejo.

Outro fator que preocupa os produtores é a floração antecipada provocada pelas chuvas fora de época. O fenômeno pode comprometer o desenvolvimento dos cafezais e influenciar a produtividade da próxima safra, mantendo a incerteza sobre a oferta do grão.

Com esse cenário, o café mais caro deve continuar sendo uma realidade no curto prazo, enquanto o mercado acompanha a evolução do clima e os impactos sobre a produção brasileira.

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