Representantes de cerca de 40 países discutiram soluções para combustíveis fósseis e desmatamento ilegal durante a reunião Ministerial do Clima de Copenhague, realizada na Dinamarca. O encontro reuniu lideranças ligadas às presidências da COP30 e da COP31 para avançar em propostas de combate às mudanças climáticas.
A principal pauta do encontro foi o chamado Acelerador Global de Implementação Climática, iniciativa lançada durante a COP30, em Belém, com o objetivo de transformar compromissos ambientais em ações práticas e mais rápidas.
Durante as reuniões, os países debateram os chamados “Mapas do Caminho” sobre combustíveis fósseis e desmatamento ilegal até 2030, tema considerado estratégico nas negociações climáticas globais.
Segundo a presidência da COP30, o objetivo é construir soluções viáveis para reduzir emissões de gases do efeito estufa e acelerar medidas de proteção ambiental.
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, afirmou que já existem soluções tecnológicas e científicas para limitar o aquecimento global, mas que ainda faltam mecanismos de financiamento e transferência de tecnologia para garantir a implementação das medidas.
“A Presidência da COP30 está se esforçando para trazer as melhores informações para que os debates sobre desmatamento e combustíveis fósseis tenham o melhor embasamento possível”, declarou.
A CEO da COP30, Ana Toni, explicou que o Acelerador Global de Implementação Climática pretende dar mais velocidade à execução de soluções ambientais.
Segundo ela, a proposta busca acelerar tecnologias, metodologias e iniciativas que possam ser aplicadas em larga escala pelos países participantes.
A próxima Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas será realizada em Antália, na Turquia, com copresidência da Turquia e da Austrália durante a COP31.
Além do debate sobre combustíveis fósseis e desmatamento ilegal, o encontro em Copenhague também discutiu a implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que são as metas climáticas assumidas pelos países no âmbito do Acordo de Paris.
A diretora de Clima do Ministério das Relações Exteriores, Liliam Chagas, afirmou que as negociações internacionais estão entrando em uma nova fase, focada mais na execução dos compromissos do que apenas em novas promessas.
Segundo ela, os países buscam avançar em políticas de redução de emissões, adaptação climática e financiamento para a transição para uma economia de baixo carbono.









