Evento chega à terceira edição e promove debates sobre inclusão, ciência e políticas públicas relacionadas ao autismo
A terceira edição do Congresso Internacional Autismo Sem Fronteira será realizada nos dias 14 e 15 de março, em Ponta Porã, reunindo especialistas, profissionais da saúde e educação, além de familiares de pessoas com transtorno do espectro autista (TEA). O evento é promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso do Sul (OAB-MS), em parceria com o Instituto Educacional de Pesquisa em Saúde e Inclusão Social.
O congresso tem como objetivo ampliar o debate sobre inclusão, avanços científicos e políticas públicas voltadas às pessoas com autismo. A programação inclui palestras, discussões e atividades voltadas à capacitação de profissionais e ao compartilhamento de experiências entre famílias e especialistas.
Em entrevista ao programa Café com o Blink, o secretário-geral da OAB-MS, Luiz Renê do Amaral, explicou que o evento surgiu a partir da experiência pessoal da família com o autismo. Segundo ele, a proposta é trazer especialistas que contribuam para ampliar o acesso à informação e qualificar o atendimento às pessoas com TEA.
“O congresso busca trazer profissionais que muitas vezes ainda não vieram ao Estado, permitindo capacitar quem atua diretamente com pessoas com autismo e também familiares”, afirmou.
Entre os palestrantes confirmados estão profissionais brasileiros e internacionais que atuam na área. A programação contará com a participação da psicóloga Yasmin Sayeg, que trabalha nos Estados Unidos, do neuropsicólogo Vitor Franco, da Universidade de Évora, em Portugal, e do neuropediatra Paulo Liberalesso, especialista em autismo.
Além da área da saúde, o evento também inclui discussões relacionadas à educação e à inclusão escolar. Entre os convidados está a pedagoga Talita Pazetto, que atua na capacitação de profissionais da educação e no desenvolvimento de estratégias pedagógicas voltadas a estudantes com TEA.
De acordo com Amaral, um dos principais desafios ainda está relacionado à falta de informação sobre o transtorno. “O espectro autista é amplo e muitas famílias ainda enfrentam dificuldades para compreender o diagnóstico, acessar tratamento ou encontrar profissionais capacitados”, disse.
A organização também prevê a participação de profissionais da rede pública e de famílias atípicas. Parte dos ingressos foi destinada gratuitamente a profissionais da área e a pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Segundo os organizadores, o congresso também busca estimular reflexões entre gestores públicos e instituições sobre a necessidade de ampliar políticas de atendimento e inclusão.
As vagas para a edição deste ano estão esgotadas, mas a organização informou que conteúdos do evento deverão ser disponibilizados posteriormente em plataformas digitais e nas redes sociais do projeto.









