COP15 amplia proteção a 40 espécies e firma acordos globais em Campo Grande

COP15 amplia proteção a 40 espécies e firma acordos globais em Campo Grande
Foto: Canva

Evento internacional aprovou ações de cooperação entre países e medidas com caráter obrigatório para proteção de espécies migratórias e seus habitats

A COP15 foi encerrada neste domingo (29), em Campo Grande, com a inclusão de 40 novas espécies em listas internacionais de proteção e a aprovação de medidas que passam a valer para os países participantes.

O encontro reuniu delegações de mais de 130 países e consolidou decisões dentro da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres, acordo que tem caráter vinculante. Isso significa que os compromissos assumidos devem ser cumpridos pelas nações signatárias.

Entre os resultados, estão novas inclusões em categorias que abrangem espécies ameaçadas de extinção e aquelas que exigem ações coordenadas entre países. A lista contempla aves migratórias, peixes e animais marinhos, com destaque para espécies que percorrem longas distâncias e dependem de diferentes territórios para sobreviver.

Além da ampliação da proteção, a conferência aprovou 16 ações de cooperação internacional e 39 resoluções voltadas à preservação de habitats, redução de impactos de infraestrutura e integração entre desenvolvimento e conservação ambiental. Também foram definidos planos específicos para espécies que atravessam fronteiras, como o pintado, cuja preservação envolve articulação entre países da América do Sul.

A escolha do Brasil como sede foi associada à relevância do Pantanal, considerado rota estratégica para centenas de espécies migratórias. O bioma conecta diferentes ecossistemas e reforça a necessidade de atuação conjunta entre nações.

Outro ponto discutido foi a criação de mecanismos para ampliar o financiamento de ações ambientais, com foco em apoiar países em desenvolvimento no cumprimento das metas estabelecidas. Segundo os organizadores, ainda há centenas de espécies fora das listas de proteção, o que mantém a pauta em debate nas próximas edições da conferência.

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