Plano nacional prevê ampliar áreas protegidas no Pantanal até 2045

Foto: Canva

O governo federal aprovou um novo plano nacional para enfrentar a degradação do solo e os impactos da seca no país. A medida inclui estratégias para combater a desertificação no Pantanal, além de ações voltadas ao Cerrado e outros biomas brasileiros.

A resolução foi publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira (9) e oficializa o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca, que estabelece metas ambientais até o ano de 2045.

O documento foi elaborado pela Comissão Nacional de Combate à Desertificação, vinculada ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, e define estratégias para recuperação de áreas degradadas, uso sustentável do solo e adaptação às mudanças climáticas.

Entre os pontos destacados no plano está o bioma Pantanal, que abrange os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. O objetivo é ampliar gradualmente as áreas protegidas como forma de prevenir a desertificação no Pantanal e preservar o equilíbrio ambiental da região.

Atualmente, cerca de 6% do território do Pantanal está dentro de áreas oficialmente protegidas. A proposta do plano é elevar esse índice para pelo menos 10% no médio prazo e alcançar 15% até 2045.

Além do Pantanal, o documento também aponta o Cerrado como bioma estratégico nas ações de combate à degradação da terra e mitigação dos efeitos da seca. A região enfrenta pressão crescente causada pelo desmatamento, expansão agropecuária e eventos climáticos extremos, fatores que podem acelerar a perda da qualidade do solo.

O plano prevê ainda integração com programas nacionais de prevenção ao desmatamento e queimadas em biomas brasileiros como Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Outra frente de atuação envolve a implementação de práticas de gestão sustentável em territórios de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares. A iniciativa busca incentivar a recuperação ambiental e o uso sustentável da terra.

Segundo o governo federal, o plano também atende compromissos internacionais assumidos pelo Brasil na Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação.

Apesar das metas estabelecidas, o documento possui caráter estratégico. Isso significa que ele define diretrizes e objetivos, mas a implementação das ações dependerá de programas específicos, financiamento e articulação entre União, estados e municípios ao longo das próximas décadas.

Com informações de Campo Grande News.

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