O Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, celebrado em 28 de julho, reforça o alerta para a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento dessas doenças que, na maioria dos casos, evoluem de forma silenciosa e podem causar cirrose e câncer de fígado quando não tratadas. A data também integra a campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização sobre as hepatites virais.
As hepatites virais são inflamações no fígado causadas principalmente pelos vírus dos tipos A, B, C, D e E. Cada uma possui formas diferentes de transmissão. Enquanto as hepatites A e E estão relacionadas ao consumo de água e alimentos contaminados, as hepatites B, C e D podem ser transmitidas pelo contato com sangue contaminado, relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de objetos perfurocortantes.
Segundo especialistas, muitas pessoas convivem com a infecção por anos sem apresentar sintomas, o que torna a testagem um dos principais instrumentos para o diagnóstico precoce. No Sistema Único de Saúde (SUS), testes rápidos, vacinação contra a hepatite B e tratamentos para hepatites virais estão disponíveis gratuitamente. Além disso, a hepatite C tem cura em mais de 95% dos casos quando tratada adequadamente.
Entre as principais formas de prevenção estão a vacinação, o uso de preservativos nas relações sexuais, a não utilização compartilhada de seringas, agulhas e objetos cortantes, além da adoção de boas práticas de higiene e saneamento. A campanha também incentiva a população a procurar uma unidade de saúde para realizar testes, principalmente quem faz parte dos grupos de maior risco.









