Incêndios florestais colocam MS em emergência ambiental

Foto: Canva

O governo estadual decretou emergência ambiental em Mato Grosso do Sul por 180 dias diante do aumento do risco de incêndios florestais em todo o território sul-mato-grossense. A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e busca reforçar as ações de prevenção, monitoramento e combate às queimadas durante o período mais crítico de estiagem.

Segundo o decreto, as condições climáticas atuais favorecem a rápida propagação do fogo, especialmente devido à combinação de altas temperaturas, ventos fortes e baixa umidade relativa do ar. Esses fatores elevam significativamente o risco de incêndios em áreas urbanas e rurais, com atenção especial ao Pantanal.

A decisão foi baseada em análises técnicas que apontam déficit hídrico, temperaturas elevadas e redução da umidade do solo e da vegetação. O cenário cria condições favoráveis para a ignição e a rápida expansão das chamas, principalmente em regiões com grande quantidade de material combustível seco.

Especialistas alertam ainda para a possibilidade de intensificação do fenômeno El Niño ao longo do segundo semestre de 2026, o que pode agravar a estiagem e aumentar o risco de incêndios florestais no Estado.

Com a decretação da emergência ambiental em Mato Grosso do Sul, o governo poderá agilizar a contratação de serviços, aquisição de equipamentos e execução de medidas preventivas para o combate ao fogo.

Entre as ações previstas estão:

  • Reforço das operações de prevenção e combate aos incêndios;
  • Ampliação da fiscalização de queimadas ilegais;
  • Contratação emergencial de serviços e equipamentos;
  • Abertura de aceiros em áreas estratégicas;
  • Apoio a ações de manejo integrado do fogo.

O decreto determina que a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) coordene as estratégias de prevenção e combate aos incêndios em parceria com outros órgãos públicos. Já o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) será responsável pelo licenciamento das atividades de queima controlada.

Nas áreas consideradas mais vulneráveis, o Estado poderá autorizar ou auxiliar a realização de queimas prescritas e controladas como forma de reduzir o acúmulo de material combustível e minimizar os riscos de grandes incêndios.

O Pantanal continua sendo uma das regiões mais sensíveis aos incêndios florestais. Nos últimos anos, o bioma enfrentou temporadas severas de queimadas, provocando impactos ambientais, econômicos e sociais significativos. Por isso, o governo estadual intensificou o planejamento e a instalação de bases operacionais para garantir resposta rápida a possíveis ocorrências.

A expectativa é que as medidas adotadas permitam reduzir os danos causados pelas queimadas e reforcem a proteção dos biomas sul-mato-grossenses durante o período de seca.

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