Campo Grande tem o fevereiro mais chuvoso desde 2002

Campo Grande tem o fevereiro mais chuvoso desde 2002
Foto: Canva

Capital acumulou 265 milímetros no mês, maior volume já registrado desde o início da série histórica em 2002

O mês de fevereiro terminou com 265 milímetros de chuva acumulados em Campo Grande, o maior volume já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2002. O índice supera marcas anteriores e consolida 2026 como o ano com o fevereiro mais chuvoso das últimas duas décadas na Capital.

O volume ultrapassou inclusive o registrado em 2010, que até então figurava entre os mais elevados. As chuvas intensas provocaram alagamentos em diferentes regiões da cidade, enxurradas e transtornos no trânsito, principalmente em pontos já conhecidos por problemas de drenagem.

A formação de áreas de convergência de umidade ao longo do mês contribuiu para a frequência e intensidade das precipitações. Em menos de três semanas, o acumulado já superava o total registrado nos mesmos períodos dos últimos anos, indicando que o mês caminhava para um recorde.

Tendência para os próximos meses

Para o trimestre seguinte, a previsão aponta irregularidade na distribuição das chuvas em Mato Grosso do Sul, com possibilidade de volumes abaixo da média histórica na maior parte do Estado. Em condições habituais, o acumulado entre março e maio varia entre 200 e 400 milímetros, podendo alcançar até 500 milímetros em áreas das regiões sul e sudoeste.

Em relação às temperaturas, a tendência indica marcas próximas ou ligeiramente acima da média, o que pode resultar em dias mais quentes, sobretudo em períodos com menor nebulosidade.

Influência de fenômenos climáticos

O clima ainda sofre influência do fenômeno La Niña, associado ao resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e que costuma favorecer chuvas mais regulares no Centro-Oeste. A previsão indica enfraquecimento desse padrão a partir de abril.

Há também indicativos de transição para um cenário de El Niño no segundo semestre. Caso se confirme, o fenômeno tende a elevar as temperaturas e aumentar a probabilidade de ondas de calor na região.

Com o contraste entre o excesso de chuva registrado em fevereiro e a perspectiva de menor regularidade nos próximos meses, o cenário climático de 2026 aponta para variações mais acentuadas ao longo do ano.

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