MS é o 3º estado com mais mortes violentas entre jovens no Brasil

MS é o 3º estado com mais mortes violentas entre jovens no Brasil
Foto: Canva

MS ocupa 3º lugar no ranking de mortes violentas no país

Estado apresenta taxa de 629,5 óbitos por 100 mil jovens, mais que o dobro da média nacional

Mato Grosso do Sul figura entre os três estados com maior índice de mortes violentas entre jovens no Brasil. Com uma taxa de 629,5 óbitos por 100 mil habitantes na faixa etária de 15 a 29 anos, o estado ultrapassa em mais do que o dobro a média nacional, que é de 250,6.

O levantamento revela que apenas o Distrito Federal (696,1) e o Espírito Santo (637,8) apresentam índices superiores. A maior concentração de vítimas está entre os jovens de 20 a 24 anos, justamente no início da vida adulta e inserção no mercado de trabalho, fase considerada de alta vulnerabilidade.

Perfil das vítimas

Os principais tipos de violência que atingem os jovens são a agressão física (47%), a violência psicológica ou moral (15,6%) e a violência sexual (7,2%). A maioria dos casos está associada ao uso de armas de fogo e a acidentes de trânsito, especialmente com motocicletas.

Nos acidentes de trânsito, os homens são maioria absoluta entre as vítimas, representando 84% dos casos. Em mais da metade dos registros (53%), o veículo envolvido era uma motocicleta. Ainda assim, a principal causa de morte violenta entre jovens continua sendo a agressão com arma de fogo, tanto para homens quanto para mulheres.

Crescimento no trânsito em MS

No cenário local, os dados revelam uma tendência de alta nas mortes no trânsito. Nos últimos cinco anos, o número de óbitos aumentou 14,79% em Mato Grosso do Sul, passando de 257 mortes em 2019 para 295 em 2024.

Apesar das mortes violentas representarem apenas 10% do total de óbitos da população geral, a juventude concentra 36% dos casos registrados de violência.

A análise reforça a necessidade de políticas públicas específicas para as diferentes fases da juventude, com foco na prevenção da violência, no acesso à saúde e na promoção de oportunidades seguras de inserção social e econômica.

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