Nelsinho Trad fala sobre tarifas dos EUA e anuncia novos investimentos para Campo Grande
O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) participou nesta quinta-feira (28) do programa Café com Blink e comentou os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil, além de detalhar projetos e investimentos que estão sendo destinados a Mato Grosso do Sul.
Segundo o parlamentar, a recente missão ao país norte-americano, realizada por uma comitiva de senadores, teve como objetivo reabrir o diálogo sobre o chamado “tarifaço”, anunciado pelo governo Donald Trump. “Nós mostramos que essa medida prejudicava os dois lados. Houve avanço, com a retirada de sobretaxas sobre quase 700 produtos, como celulose, frutas e ferro-gusa”, destacou.
Ainda assim, Trad avaliou que a medida reflete pressões políticas relacionadas ao comércio de petróleo e diesel com a Rússia. “O recado foi claro: os Estados Unidos não querem que o Brasil faça negócios nessa área. É uma questão geopolítica que pode trazer novas consequências”, afirmou.
Recursos para Campo Grande
O senador também anunciou investimentos na saúde e infraestrutura da Capital. Entre eles, R$ 3 milhões para a área da saúde e recursos para as obras dos viadutos da Coca-Cola e da Via Parque, além de asfaltamento em bairros como Naxiville, Portal Caiobá e Norte Parque. “Como ex-prefeito, sei da dificuldade de buscar recursos em Brasília. Por isso, procuro ajudar com projetos bem estruturados para garantir que os investimentos cheguem”, disse.

Regularização fundiária e proteção às famílias na fronteira
Outro destaque da entrevista foi a aprovação no Congresso do projeto que regulariza propriedades rurais em áreas de fronteira. A proposta evita que terras produtivas, algumas ocupadas por famílias há mais de um século, sejam retomadas pela União. “Conseguimos aprovar no Senado e na Câmara, e agora o texto segue para sanção presidencial”, explicou.
Preocupação com crianças e internet
Trad também defendeu o avanço do projeto que regulamenta a proteção de crianças contra a chamada “adultização” nas redes sociais. “Tenho uma filha de 11 anos e sei como é difícil controlar os conteúdos. Hoje o vício não é mais só em drogas, mas em jogos e aplicativos que afetam o desenvolvimento dos jovens. Precisamos de regras mais claras”, concluiu.