O governo federal ampliou as regras do Plano Brasil Soberano, permitindo que mais empresas tenham acesso às linhas de financiamento oferecidas pelo programa. A partir das novas normas, companhias afetadas por tarifas impostas pelos Estados Unidos ou pelos impactos econômicos dos conflitos no Oriente Médio poderão solicitar crédito mesmo com perdas menores de faturamento.
A principal mudança reduz de 5% para 1% o percentual mínimo de impacto no faturamento exigido para adesão ao programa. Com isso, exportadores e fornecedores dos setores industrial, automotivo, moveleiro, de aço, cobre e alumínio passam a contar com maior facilidade para acessar os recursos.
A ampliação beneficia empresas exportadoras de bens industriais e fornecedores afetados pelas tarifas norte-americanas, além de companhias com operações ligadas a países do Oriente Médio impactados pelos conflitos na região. Para comprovar a elegibilidade, será necessário demonstrar que as exportações representam pelo menos 1% do faturamento bruto no período de referência.
O Plano Brasil Soberano oferece financiamento para capital de giro, produção destinada à exportação, aquisição de máquinas e equipamentos, ampliação da capacidade produtiva, inovação tecnológica e adaptação de produtos e processos. O objetivo é fortalecer a competitividade das empresas brasileiras diante das instabilidades do mercado internacional.
Segundo o governo, a medida busca preservar empregos, estimular investimentos e reduzir os impactos econômicos provocados por fatores externos sobre o setor produtivo nacional.









