O governo de Mato Grosso do Sul abriu um chamamento público para selecionar uma Organização da Sociedade Civil (OSC) responsável pela elaboração do plano de transição energética de MS. A iniciativa prevê investimento de R$ 650 mil e busca estruturar estratégias para ampliar o uso de fontes renováveis e reduzir as emissões de gases de efeito estufa no Estado.
A seleção foi publicada pela Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e integra as ações do Programa Estadual de Mudanças Climáticas (Proclima).
Atualmente, Mato Grosso do Sul possui 91,35% de sua matriz elétrica proveniente de fontes renováveis. Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) mostram que, dos mais de 6,6 milhões de quilowatts de capacidade instalada no Estado, cerca de 6 milhões são gerados por fontes limpas, como energia solar, biomassa e pequenas centrais hidrelétricas.
O Estado também vem ampliando investimentos em energia solar e biomassa, consolidando sua posição entre os principais polos brasileiros de geração de energia renovável.
O que prevê o plano de transição energética de MS
O plano de transição energética de MS deverá estabelecer metas, cenários e diretrizes para orientar a política energética estadual nos próximos anos. Entre os principais objetivos estão:
- Redução das emissões de gases de efeito estufa;
- Ampliação do uso de energias renováveis;
- Fortalecimento da segurança energética;
- Modernização tecnológica do setor;
- Incentivo à eficiência energética;
- Desenvolvimento sustentável da economia estadual.
A organização selecionada também ficará responsável por realizar diagnósticos técnicos, estudos sobre o consumo energético e análises do potencial de expansão das fontes renováveis no território sul-mato-grossense.
Além dos estudos técnicos, o projeto prevê consultas públicas, oficinas e debates com representantes do setor produtivo, universidades, órgãos públicos e entidades da sociedade civil. A proposta é construir um planejamento participativo para a transição energética do Estado.
O cronograma estabelece que as propostas das organizações interessadas poderão ser enviadas até 26 de junho. O resultado final deverá ser homologado até 31 de julho.
A elaboração do plano está alinhada ao Programa MS Carbono Neutro 2030, que busca tornar Mato Grosso do Sul referência nacional em sustentabilidade e redução de emissões. O Estado aposta na expansão da energia solar, biomassa, biocombustíveis e outras tecnologias limpas para fortalecer sua competitividade econômica e ambiental.









