Profert prevê incentivos para novas fábricas e modernização do setor; medida busca reduzir dependência de produtos importados usados na agricultura.
A agricultura brasileira poderá contar com mais produção nacional de fertilizantes nos próximos anos. O Senado aprovou nesta terça-feira (11) o projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), com previsão de até R$ 10 bilhões em incentivos fiscais entre 2027 e 2031. A proposta agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O programa pretende estimular a construção de novas fábricas e a ampliação e modernização das unidades que já existem no país. Também estão previstas linhas de financiamento do BNDES para projetos do setor, incluindo investimentos em pesquisa, inovação e infraestrutura. Empresas que trabalham com fertilizantes minerais e sintéticos, além de bioinsumos, biofertilizantes e remineralizadores, poderão participar da seleção.
A medida busca enfrentar uma das principais fragilidades do agronegócio brasileiro: a dependência de produtos vindos do exterior. Mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras do país são importados, o que deixa produtores expostos a variações de preços, problemas no transporte internacional e conflitos entre países. Em 2025, o Brasil importou 43,3 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários.
A proposta teve como relatora no Senado a senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina (PP-MS), que defendeu o fortalecimento da produção nacional como forma de dar mais segurança ao setor agrícola. O texto também estabelece que os projetos beneficiados deverão atender critérios como eficiência energética, redução de emissões e ações de desenvolvimento local.
*Com informações de Agência Senado









